Mbeki se encontra com Mugabe no Zimbábue

O presidente da Àfrica do Sul, Thabo Mbeki se reuniu, neste sábado, em Harare, com o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e membros da oposição para tentar solucionar a crise política do país. Mbeki é o mediador regional da crise no Zimbábue e vem tentando persuadir Mugabe a formar um governo de coalizão.

BBC Brasil |

O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, recusou comparecer ao encontro. Segundo um porta- voz do político, sua presença na reunião seria um indício de que ele teria reconhecido Mugabe como presidente do país.

Caso Tsvangirai tivesse comparecido, essa poderia ser a primeira vez que os dois políticos rivais se encontrariam para discutir a disputa eleitoral que afundou o Zimbábue em uma crise política.

Tsvangirai, líder do partido MDC (sigla em inglês para Movimento para a Mudança Democrática), se retirou da disputa presidencial em 22 de junho, cinco dias antes das eleições.

Tsvangirai disse que não havia sentido em concorrer em eleições que não serão livres e justas e que o resultado "já estava determinado" pelo seu adversário.

Neste sábado, o jornal britânico The Guardian divulgou um vídeo que revela a fraude nas eleições do Zimbábue e várias imagens que mostram o voto de cabresto.

Mugabe afirmou que a oposição deve reconhecê-lo como presidente do país antes de qualquer negociação para o fim da crise política no Zimbábue.

Mediação
O correspondente da BBC em Joanesburgo, Peter Greste, os opositores não estão satisfeitos com a forma como Mbeki estaria conduzindo o processo de mediação e, portanto, não vê nenhum beneficio em encontrar-se com o líder sul-africano para discutir a crise do país.

Tsvangirai já havia pedido para que Mbeki fosse substituído como mediador regional e afirmou que ele estaria favorecendo Robert Mugabe.

Mbeki falou em particular com Mugabe por alguns minutos antes de receberem membros de uma facção do MDC. Entre eles estava Arthur Mutambara, líder da facção, e o secretário-geral, Welshman Ncube.

A facção de Mutambara se separou do MDC em 2005. Em abril, o grupo prometeu apoiar o partido nas eleições de junho, mas deu apoio a outro candidato no primeiro turno das eleições.

Na semana passada, Tsvangirai disse que a violência no país precisava acabar antes do início das discussões sobre um possível governo de coalizão.

Segundo o MDC, cerca de 5 mil membros do partido ainda estão desaparecidos e mais de 100 foram mortos em várias ações de intimidação.

Um pequeno grupo de estados africanos se uniram à União Européia, aos Estados Unidos e outras nações ocidentais para criticar o modo como as eleições do Zimbábue foram conduzidas.

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