Mbeki renuncia como presidente da África do Sul

Thabo Mbeki entregou formalmente, neste domingo, sua renúncia como presidente da África do Sul, um dia depois de aceitar o pedido do Congresso Nacional Africano - o partido do governo do país - para que ele deixasse o cargo. Em um pronunciamento transmitido pela televisão, Mbeki disse que já havia entregado sua carta de renúncia ao líder da Assembléia Nacional, mas afirmou que não vai deixar o cargo até que um novo presidente seja escolhido.

BBC Brasil |

Thabo Mbeki, que sucedeu Nelson Mandela como presidente sul-africano, assumindo em 1999, agradeceu a nação e seu partido, o CNA, pela oportunidade de servir ao país.

Clima político
O partido pediu a renúncia de Thabo Mbeki no sábado em meio a acusações de que ele teria conspirado contra o líder do CNA, Jacob Zuma, seu rival político.

A decisão foi tomada depois que um juiz suspendeu as acusações de corrupção contra Zuma, sugerindo que Mbeki teria interferido politicamente para levar ao início do processo.

Mbeki negou as acusações e disse, neste domingo, nunca ter feito qualquer esforço para interferir no processo judicial.

O Parlamento deve se reunir nos próximos dias para formalizar a renúncia e escolher quem vai atuar como presidente até que novas eleições sejam aconteçam no ano que vem, quando acabaria o mandato de Mbeki.

A expectativa é de que Zuma seja o próximo candidato do partido.

Jacob Zuma obteve a liderança do partido em eleições extremamente concorridas no ano passado, depois de ter sido demitido da vice-presidência sul-africana por Mbeki, em 2005.

O secretário-geral do Congresso Nacional Africano, Gwede Mantashe, disse que a decisão de sugerir que Mbeki deixasse a presidência prematuramente foi tomada "para preservar a estabilidade, a paz e a prosperidade na África do Sul".

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