Maus-tratos teriam feito Fritzl desenvolver desejo de dominar mulheres

Viena, 22 out (EFE) - Josef Fritzl, o aposentado austríaco acusado de trancafiar e violentar, durante 24 anos, a própria filha, com a qual teve sete crianças, foi sistematicamente maltratado pela mãe, o que gerou nele pretensões de domínio para com as mulheres. A afirmação é de um estudo psicológico feito com Fritzl, como destaca a edição de hoje do jornal sensacionalista austríaco Österreich, que ressalta que o documento explica o ambiente de humilhações nas quais ele foi criado. A investigação detalha que o austríaco contou, em sessões com uma psiquiatra, que, durante a infância, sofreu muitas agressões da mãe e que foi criado em um ambiente que não atendia às necessidades infantis. No entanto, o relatório conclui que, apesar de graves alterações da personalidade, Fritzl é imputável e pode ser julgado por seus atos. Devido ao risco de que, no futuro, o austríaco cometa atos com graves conseqüências, o Österreich afirma que a perícia recomenda que, caso seja condenado à prisão, o suposto criminoso deveria ser internado em uma instituição psiquiátrica. Durante a infância, sofreu de uma invalidez emocional e as seguidas humilhações deformaram profundamente sua personalidade. Nesse sentido, o relatório, ao qual o jornal assegura ter tido acesso, indica que o suposto criminoso é incapaz de sentir compaixão e que, devido à raiva contra sua mãe, desenvolveu uma desconsiderada pretensão de domínio para com as mulheres. Dessa solidão s...

EFE |

Em seu depoimento à Polícia após escapar do cárcere, Elisabeth declarou que o pai os castigava, deixando-os às escuras, e os fazia passar fome.

Fritzl, que confessou ter deixado de manter relações sexuais com a esposa, chegou a declarar que engravidou tantas vezes a filha para que sempre ficasse com ele, já que, "como mãe de seis, já não seria atraente para outros homens". EFE as/db

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