Mauritânia registra calma após golpe, com militares nas ruas da capital

Nuakchott, 7 ago (EFE).- O ambiente nas ruas da Mauritânia era hoje de calma após o golpe de Estado que depôs na quarta-feira o presidente mauritano Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, e seu primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, com a mobilização de militares nas principais avenidas da capital.

EFE |

"A vida quase voltou a seu curso, a situação está muito tranqüila e há muitas pessoas pelas ruas", disse à Agência Efe Violette Gellin, cooperante belga da ONG espanhola Intermón Oxfam, que está há quatro meses trabalhando no país.

Apesar da normalidade, Gellin disse que a Embaixada da Espanha na Mauritânia recomendou à comunidade espanhola, formada por cerca de 150 pessoas, "viajar o menos possível, especialmente entre cidades, porque há controles e é melhor limitar os deslocamentos".

Acrescentou que continua havendo veículos militares estacionados em frente ao palácio presidencial, próximo à sede da Intermón Oxfam, e que entre a equipe local da ONG, embora nas ruas tudo esteja em calma, reina um sentimento "de tristeza".

Nuakchott praticamente estava igual a qualquer outro dia, e os comércios e administrações permaneceram abertos, mas, segundo a Agência Efe comprovou, os militares bloquearam a circulação nas ruas ao redor do palácio da chefia de Estado e permanecem mobilizados diante da rádio e da televisão estatais.

Os partidos políticos mauritanos também prosseguiram suas atividades e seus líderes se expressaram livremente nos meios de comunicação, tanto a favor quanto contra o golpe de Estado.

Hoje, deve haver uma manifestação em Nuakchott em favor dessa tomada de poder, convocada por dezenas de parlamentares mauritanos pertencentes tanto à maioria presidencial quanto à oposição, que expressaram na quarta-feira seu respaldo aos militares. EFE mo/an

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