Nuakchott, 23 jan (EFE).- A Mauritânia terá eleições presidenciais no dia 6 de junho, dez meses depois do golpe de Estado que derrubou o ex-presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, informaram hoje fontes oficiais.

O general Mohammed Ould Abdelaziz, no poder desde o golpe de estado de agosto, "ordenou ao Governo que tome todas as medidas necessárias a fim de preparar as melhores condições possíveis para as próximas eleições presidenciais", afirmou o Conselho de ministros em nota oficial.

No dia 6 de janeiro, Abdelaziz havia se comprometido publicamente a respeitar as conclusões dos Estados Gerais da nação, que fixaram o primeiro turno das eleições em 30 de maio e o segundo para 13 de junho.

Ontem, o presidente deposto, que boicotou a realização dessa assembleia, anunciou que aceitaria o princípio de eleições presidenciais e legislativas antecipadas em troca de algumas condições, entre elas que os militares abandonassem o poder "de forma definitiva".

Diversos observadores na capital mauritana preveem que Abdelaziz, que em outubro afirmou que um militar tinha direito a concorrer às eleições se abandonasse seu cargo, se candidate à chefia do Estado.

Até o momento, a única candidatura oficial é a de Mohammed Yehdhih Ould Moctar, presidente do Partido Mauritano da Alternativa.

EFE mo-mgr/jp

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