Matéria negra e nanotecnologia podem dar Nobel a cientistas

Por Michael Kahn LONDRES (Reuters) - Uma cientista que ajudou a provar a existência da matéria escura e outro que fez experiências envolvendo a luminescência da água-viva são fortes candidatos ao prêmio Nobel deste ano, segundo análise da divisão científica da Thomson Reuters com base na frequência de citações desses estudos em trabalhos publicados.

Reuters |

O estudo indica 21 potenciais vencedores para os prêmios de Física, Química, Medicina e Economia.

David Pendlebury, responsável pela pesquisa, disse que o número de citações tem relação direta com a utilidade de uma determinada descoberta para outros pesquisadores. "Você tem um sinal muito forte daquilo que a própria comunidade científica sente que é um trabalho importante", explicou.

Desde 2002, as análises de Pendlebury anteciparam 12 vencedores do Nobel, com foi o caso dos prêmios de Medicina para Mario Capecchi, Martin Evans e Oliver Smithies, ou da premiação de Albert Fert e Peter Gruenberg na Física.

"Após identificarmos os autores altamente citados, examinamos suas áreas de pesquisa para ver se eles foram os pioneiros, de modo a verificar que nossas contagens de citações são bons sinais", disse Pendlebury por telefone a jornalistas.

Todos os anos, as deliberações do comitê do Nobel são cercadas por segredo, e os próprios vencedores só são avisados um pouco antes do público em geral.

O prêmio foi estabelecido no testamento do inventor da dinamite, Alfred Nobel, e entregue pela primeira vez em 1901. Neste ano, o primeiro anúncio será feito no dia 6, segunda-feira.

Para o Nobel de Química, Pendlebury indica Charles Lieber, da Universidade Harvard, por seu trabalho em nanofios e nanomateriais, e Roger Tsien, da Universidade da Califórnia, em San Diego-La Jolla, que descobriu como usar a substância fosforescente verde das águas-vivas para monitorar reações biológicas em laboratório.

Na Física, o favoritismo parece ser de Andre Geim e Kostya Novoselov, da Universidade de Manchester, por seu trabalho com o grafeno, o mais fino material existente, ou então de Vera Rubin, do Instituto Carnegie (Washington), por ter colaborado na comprovação da existência da misteriosa matéria escura.

Para o prêmio de Economia, a análise aponta para Lars Hansen, da Universidade de Chicago, Thomas Sargent, da Universidade de Nova York, e Christopher Sims, da Universidade Princeton, por terem ajudado a traduzir a teoria econômica para os mercados reais, num campo chamado econométrica, com aplicações, por exemplo, no mercado de títulos de risco.

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