Mashaal diz que Israel sofreu mais baixas que Hamas e critica ANP

(atualiza com declarações sobre ANP e o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama) Damasco, 15 jan (EFE).- O chefe do Hamas, Khaled Mashaal, acusou hoje Israel de encobrir sua derrota com massacres na Faixa de Gaza, afirmando que o Exército israelense sofreu mais baixas em suas fileiras que os combatentes palestinos.

EFE |

Em discurso transmitido pela rede de televisão "Al Jazira", com sede no Catar, Mashaal, exilado em Damasco, disse que "quando o Exército de Israel teme uma derrota, comete massacres contra crianças e civis. Eles (os israelenses) vem matando civis".

Além disso, afirmou que "as vítimas entre os combatentes (do Hamas) são menores que as mortes do inimigo israelense".

Mesmo assim, o secretário-geral do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza, admitiu que a luta na Faixa está sendo "dura e dolorosa", mas que sua organização ainda não perdeu a batalha.

Além disso, acusou Israel de usar bombas de fósforo em Gaza.

"Israel está matando civis com bombas de fósforo, proibidas internacionalmente, e outros tipos de munição para compensar suas perdas e seu fracasso em romper a 'resistência'", assinalou.

Por outro lado, Mashaal voltou a reiterar as condições de seu grupo para aceitar a proposta egípcia de cessar-fogo em Gaza: fim da ofensiva de Israel, retirada das tropas israelenses da faixa, levantamento do bloqueio e abertura das fronteiras, incluindo a de Rafah, esta, na verdade, com o Egito, que é quem a controla.

Sobre as relações entre Hamas e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), o líder do movimento islâmico reconheceu que "não são boas: a Autoridade continua sem respeitar os resultados das eleições".

Mashaal considera o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, "o grande perdedor do conflito", pois, segundo ele, "um líder tem que estar junto a seu povo".

"Basta prestar atenção ao comportamento do povo palestino para saber o que pensa sobre Abbas" disse Mashaal, que acusou o líder da ANP de "colaborar com Israel contra nós." Sobre a nova Administração americana, destacou que "Obama tem um grande desafio diante de si: ou demonstra que é diferente ou continuará o caminho da anterior." Além disso, acrescentou que conhece a decisão da equipe assessora de Obama de não negociar com o Hamas, mas advertiu de que "quem não negociar hoje com o Hamas, conversará mais tarde". EFE gb/jp/db

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