Marwan Barghouti não está entre palestinos a serem libertados por Israel

Jerusalém, 18 ago (EFE).- Uma comissão especial de ministros do Governo de Israel aprovou hoje os nomes dos 200 presos palestinos que serão libertados no final do mês e entre os quais não está Marwan Barghouti, eventual próximo líder do Fatah.

EFE |

"A decisão tomada hoje pela comissão especial referenda a de ontem do Conselho de Ministros" ao aprovar a libertação, disse à Agência Efe Mark Regev, o porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.

Quem não aparece nas listas é o carismático e popular Barghouti, nome solicitado repetidamente pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, como "verdadeiro gesto" de apoio de Israel a suas negociações de paz.

Homem forte na Cisjordânia e membro de maior hierarquia dentro do Fatah em uma prisão israelense, Barghouti, que desponta como o substituto de Abbas como líder do movimento nacionalista palestino, foi detido em 2002 e condenado como mentor do assassinato de cinco israelenses na Segunda Intifada.

No entanto, Israel não libertará Barghouti enquanto o soldado israelense Gilad Shalit, preso em Gaza desde 2006, não seja libertado.

A escolha dos prisioneiros que serão libertados por ocasião do início do mês do Ramadã, segue a decisão de ontem do Conselho de Ministros, que determinou o número e o critério de quem pertence ao grupo classificado como "com as mãos manchadas de sangue", ou seja, condenados por homicídio ou ferimentos graves.

O ministro de Segurança Interna israelense, Avi Dichter, assim como o dos Transportes, Shaul Mofaz, reclamaram do fato de a decisão do Governo israelense incluir a libertação de dois prisioneiros que cumprem penas por assassinato.

Segundo Dichter, outros candidatos do mesmo grupo não acusados pelo mesmo crime poderiam ter sido escolhidos, mas Olmert disse aos dois ministros que estes selecionados "não representam mais um risco" para Israel.

À exceção deles, a maioria são prisioneiros condenados por crimes menores - alguns inclusive de caráter criminoso - e que deveriam terminar suas penas nos próximos meses.

A lista completa de nomes será divulgada hoje à tarde no site do Serviço Israelense de Prisões para que os cidadãos possam apelar aos tribunais.

Em casos anteriores, todos os recursos foram rejeitados pelos juízes.

Fontes do Gabinete de Olmert também destacaram que a lista é composta apenas por membros do Fatah, mas que aparentemente também há alguns que são próximos a pequenos grupos de esquerda que renunciaram à luta armada.

A libertação de presos acontece dentro das medidas de confiança para garantir o processo negociador que as duas partes iniciaram na Conferência de Annapolis, em novembro de 2007, patrocinada pelos Estados Unidos. EFE elb/wr/fal

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