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Marroquino pega 20 anos de prisão por terrorismo em Madri

Rabat, 18 dez (EFE).- O Tribunal de Apelação da cidade de Salguei, cidade vizinha à capital Rabat, condenou hoje a 20 anos de prisão o marroquino Abdelilah Hriz por envolvimento nos atentados de 11 de março de 2004 em Madri.

EFE |

A Procuradoria havia pedido cadeia perpétua para Hriz, que na Espanha é acusado de ser o autor material dos atentados do 11-3.

O tribunal de Salguei considerou Hriz culpado de "formação de quadrilha para realizar ato terrorista" e "cumplicidade na destruição de meios de transportes e vias públicas com explosivos".

Hriz foi condenado também pelas acusações de "participação em uma agressão premeditada que afeta a vida e a segurança das pessoas" e "captação de fundos destinados a financiar um ato terrorista".

O advogado dele, Abdelatif Nuari, disse à Agência Efe, após conhecer a sentença, que apresentará um recurso contra a decisão do tribunal.

"A condenação é muito dura, porque faltam as provas concretas de envolvimento do meu cliente nestes atentados", afirmou.

"O promotor não apresentou provas concretas nem materiais nem legais e não pôde demonstrar nada sobre o papel do acusado nos atentados do 11-3", acrescentou.

O Ministério Público baseou a acusação nas análises do DNA encontradas no sangue de calças e nos restos de cabelo em um pente, em casas utilizadas pelos terroristas, que correspondem ao código genético de Hriz.

O acusado, que reconheceu ter estado em Madri entre outubro de 2003 e março de 2004, negou as acusações e acusou a Polícia espanhola de "fabricar" as provas, incluindo as análises de DNA.

Hriz, detido em 28 de janeiro no Marrocos a pedido da Espanha, é acusado pelo juiz espanhol Juan do Olmo de 191 assassinatos terroristas consumados, 1.811 em grau de tentativa, quatro depredações terroristas e tráfico, posse e provisão de explosivos.

A Justiça marroquina aceitou julgar Hriz em uma decisão sem precedentes, já que é a primeira ocasião na qual Marrocos -país com o qual Espanha não tem convênio de extradição e que não entrega seus cidadãos- aceita processar um de seus cidadãos por crimes cometidos fora de suas fronteiras. EFE hm/jp

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