Marrocos expulsa ativistas franceses de direitos humanos

RABAT (Reuters) - O Marrocos expulsou na sexta-feira quatro ativistas franceses de direitos humanos acusados de tentarem ajudar separatistas do Saara Ocidental. A Anistia Internacional condenou prontamente o incidente. Os quatro foram presos na cidade de Tan-Tan (sul do Marrocos) e levados em seguida para Agadir, onde foram colocados em um avião para Paris, segundo uma fonte marroquina de segurança que os acusou de representarem um risco à ordem pública.

Reuters |

Um dos quatro, Claude Mangin-Asfari, planejava organizar uma visita de ONGs internacionais ao Saara Ocidental para 'ajudar os separatistas' desse território, disse a fonte.

Em nota, a Anistia Internacional disse que 'deplora a expulsão...de uma delegação da Ação dos Cristãos contra a Tortura, como sendo mais um revés aos defensores dos direitos humanos que trabalham no Saara Ocidental'.

O Saara Ocidental é uma ex-colônia espanhola ao sul do Marrocos, rica em recursos, que foi anexada pelo reino vizinho em 1975, o que levou a uma guerra contra a Frente Polisario (independentista) até 1991, quando a ONU mediou uma trégua.

A ONU já tentou realizar um referendo para que os saarauís decidam seu futuro, mas o Marrocos diz que é impossível organizar essa votação e que no máximo estaria disposto a conceder uma autonomia limitada ao território.

Nenhum país reconhece a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, mas o reino tem aliados poderosos.

(Por Tom Pfeiffer)

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