O Marrocos decidiu, a pedido do rei Mohammed VI, enviar 176 pregadores e pregadoras à Europa em setembro, no período do Ramadã, para lutar contra os discursos extremistas de seus cidadãos no estrangeiro.

Estes 167 homens e 9 mulheres têm como missão responder às necessidades da comunidade marroquina residente no exterior em sua vida religiosa, a combater os discursos de natureza extremista e protegê-la contra qualquer fanatismo ou extremismo", indicou um comunicado publicado nesta quarta-feira pelo ministério dos Habous (ministério dos cultos) e dos Assuntos islâmicos.

"Eles devem também resgatar suas raízes marroquinas e seus rituais e pregar os valores da cidadania", acrescentou o comunicado.

São 44 pregadores (wâ'iz) e 9 pregadoras (wâ'iza) que darão cursos e organizarão encontros religiosos, e mais 123 guias de oração da noite (mushaffi'în).

"Eles receberam orientações num encontro quarta-feira em Rabat com o ministro dos Habous e dos Assuntos islamitas, Ahmed Taoufiq, e o secretário geral do Conselho geral do conselho superior do Conselho dos ulemás, Mohamed Yessef", indicou uma fonte do ministério à AFP.

Os candidatos a pregadores tiveram de preencher vários critérios. "Ele deve ser versado em teologia para que possa transmitir bem sua mensagem e se fazer entender; ter reputação por seu comportamento direito, sua piedade e suas boas maneiras; ter boa aparência e apresentar aptidões intelectuais e físicas necessárias para comunicar uma mensagem de modo a cumprir sua missão nas melhores condições", diz o comunicado;

Além disso, deve ter o Corão na ponta da língua, ter uma boa voz e ser bom conhecedor das regras da recitação do livro sagrado.

Cem deles irão para a França, 31 para a Bélgica, 10 para a Itália e a Alemanha e 7 para a Espanha e a Holanda.

O restante se dividirá entre Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Suíça e Grã-Bretanha. Um pregador irá também para o Canadá.

A comunidade marroquina no estrangeiro era formada por 3,3 milhões de pessoas em 2007, ou seja 10% da população do reino. A Europa abriga 80% dos marroquinos no estrangeiro, e mais de um terço do total (1,3 milhão) estão na França.

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