Marinhas de Rússia e Venezuela fazem manobras conjuntas na próxima semana

Caracas, 29 nov (EFE) - As Marinhas de Rússia e Venezuela assinaram hoje a ordem de operações e atividades navais conjuntas que realizarão entre segunda-feira e quarta-feira em águas do Caribe venezuelano, informou um alto comando militar. O cruzeiro russo à propulsão nuclear Pyotr Veliky (Pedro, o Grande), o destróier Admiral Chabanenko, uma embarcação-tanque e um rebocador, com uma tripulação de 1.150 membros, atracaram na terça-feira em um píer venezuelano para fazer exercícios conjuntos com oito aeronaves, 11 navios e 600 militares deste país.

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O comandante naval de operações da Venezuela, vice-almirante Luis Morales, disse hoje que, após um "período de planejamento e de trocas esportivas e culturais" entre a tripulação russa e a Marinha nacional, "acordaram as atividades conjuntas e eventos que desenvolverão no marco da operação VenRus 2008".

Ele explicou que, durante os três dias de práticas, serão realizados "exercícios navais em alto-mar em matéria de defesa antiaérea, alimentação de gasolina e acompanhamento de navios".

Além disso, haverá "manobras conjuntas com helicópteros e aviões, e táticas antiterroristas e de luta contra o narcotráfico", disse o vice-almirante Morales à estatal "Agencia Bolivariana de Noticias" ("ABN").

O chefe militar destacou que "a troca de experiências" com a Marinha russa permitirá às Forças Armadas venezuelanas "conhecer e desenvolver as novas manobras em matéria naval, e também o correto emprego dos sistemas de comunicação e de armas".

"Igualmente, poderemos conhecer os novos enfoques operacionais de uma Marinha de grande experiência como a russa e estreitar os laços de irmandade e cooperação com esta nação", asseverou Morales.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, reiterou na quinta-feira que não há "qualquer provocação" nas manobras conjuntas com Moscou, após percorrer um dos navios russos junto ao líder desse país, Dmitri Medvedev, que, nesse dia, encerrou uma visita oficial de dois dias à Venezuela.

A realização das manobras conjuntas entre Caracas e Moscou gerou reações nos Estados Unidos, que anunciaram que "vigiarão de perto" essas atividades.

Com as manobras militares com a Rússia, "a Venezuela continua fortalecendo e atualizando os sistemas de defesa da Força Armada Nacional Bolivariana, depois das recentes operações combinadas feitas com as forças navais e de aviação de outras nações como Brasil, Holanda e Trinidad e Tobago", destacou Morales. EFE gf/db

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