Marinha tailandesa oferece base para remover turistas retidos em aeroportos

Bangcoc, 27 nov (EFE).- A Marinha da Tailândia ofereceu hoje sua base de U-Tapao para remover os milhares de estrangeiros que ficaram retidos com o fechamento dos dois principais aeroportos de Bangcoc, ocupados por partidários da Aliança do Povo para a Democracia, que exigem a renúncia do Governo.

EFE |

O diretor do Departamento de Aviação da Tailândia, Chaisak Angkasuwan, disse que a pista aérea da base militar está aberta a todos os aviões que transportam passageiros estrangeiros de volta a seus países, mediante solicitação prévia.

U-Tapao, que fica a cerca de 140 quilômetros ao sudeste de Bangcoc, foi uma base estratégica usada pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã.

O aeroporto internacional de Suvarnabhumi, o principal de Bangcoc, pelo qual passam diariamente cerca de 125 mil passageiros e saem em torno de 76 vôos por hora, deixou de operar na última quarta.

Na madrugada do mesmo dia, o velho aeroporto de Don Muang, que fica a cerca de 30 quilômetros capital, destinado apenas a vôos domésticos e menos movimentado, foi tomado pelos partidários da Aliança do Povo.

A Thai Airways Internacional, principal companhia aérea da Tailândia e que operava uma média de 140 vôos diários em Suvarnabhumi, havia transferido seus serviços para Don Muang e agora procura uma alternativa.

A indústria do Turismo, um dos motores do crescimento econômico na Tailândia, é um dos setores mais prejudicados por uma crise política que aumenta a cada dia.

A recuperação da atividade é considerada crucial, já que os cerca de 14,5 milhões de turistas que o país recebe por ano sustentam uma indústria que movimenta cerca de US$ 16 bilhões anuais na Tailândia.

Os Governos de EUA, China, França, Japão, Nova Zelândia, Cingapura e Reino Unido já aconselharam seus cidadãos a não viajarem para a Tailândia.

Entretanto, os líderes da Aliança alertaram que manterão o controle dos dois aeroportos e da sede do Governo - esta última em seu poder desde 26 de agosto - até a renúncia total do Executivo.

O primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, reiterou na quarta-feira em mensagem à nação que seu mandato tinha a legitimidade das urnas e que não renunciaria, nem dissolveria o Parlamento para convocar eleições, como sugeriu o Exército.

O Gabinete realiza hoje uma reunião de urgência na qual será estudada, entre outras possibilidades, a declaração do estado de exceção em Bangcoc. EFE grc/ev/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG