Marinha sul-coreana busca submarinos de Pyongyang

Forças Armadas da Coreia do Sul tentam localizar submarinos da Coreia do Norte que sumiram dos radares

iG São Paulo |

As forças armadas sul-coreana estão tentando localizar quatro submarinos norte-coreanos que desapareceram dos radares depois de zarpar de suas bases no início da semana.

Citando uma fonte militar oficial não identificada, a agência sul-coreana de notícias Yonhap informou que os quatro submarinos da classe Sang-O, de 300 toneladas, desapareceram das telas de radar depois de partir da base naval de Chaho, na província norte-coreana de Hamkyong do Norte.

O vice-ministro da Defesa da Coreia do Sul, Chang Kwang-Il, disse que aparentemente os submarinos realizavam um exercício naval de rotima. "As autoridades militares estão seguindo de perto a situação", afirmou aos jornalistas.

AP
Exército sul-coreano segue em alerta na região de fronteira com a Coreia do Norte

A tensão entre as duas Coreias é grande depois que, na semana passada, o Sul acusou o Norte de ter afundado uma corveta de sua marinha de guerra . Pyongyang negou envolvimento no afundamento da corveta "Cheonan", onde morreram 46 marinheiros, e anunciou o rompimento de todos seus vínculos com o Sul em protesto por estas acusações.

Coreia do Norte rompe relações

A Coreia do Norte anunciou na última terça-feira o rompimento de todas as suas relações com a Coreia do Sul e o corte das comunicações entre os dois países, em meio à crescente escalada de tensão na Península Coreana após o naufrágio de um navio de guerra sul-coreano pela Coreia do Norte, informou a agência sul-coreana "Yonhap".

Os norte-coreanos anunciaram também que expulsarão todos os sul-coreanos que trabalham no complexo industrial de Kaesong, localizado ao norte da linha que separa os dois países, ainda que seja financiado por Seul, acrescentou a mesma fonte.

Todos os barcos e os aviões sul-coreanos terão acesso proibido às águas territoriais e ao espaço aéreo norte-coreano, explicou a agência.

Em comunicado do norte-coreano Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, o regime comunista afirmou que não haverá mais diálogo entre as Coreias durante o mandato de Lee Myung-bak como presidente da Coreia do Sul, segundo "Yonhap".

Comércio suspenso

No começo da semana, o presidente sul-coreano Lee Myung-bak reduziu o comércio com seu empobrecido vizinho do norte e impediu que navios comerciais norte-coreanos viajem por suas águas.

Em um discurso transmitido pela televisão, o presidente sul-coreano afirmou que seu país estava se esquecendo de que "divide a fronteira com um dos países mais propensos à guerra do mundo". "Exorto as autoridades da Coreia do Norte a fazer o seguinte: pedir desculpas à Coreia do Sul e à comunidade internacional. Devemos punir imediatamente os responsáveis e os envolvidos no incidente".

Muitos analistas duvidam que os dois países se arriscariam a ir a uma guerra, o que seria suicídio para o Norte e economicamente catastrófico para o Sul.

'Fabricação'

As medidas foram anunciadas menos de uma semana depois que especialistas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e Suécia concluíram, em um relatório, que o navio militar sul-coreano foi afundado depois de ser atingido por um torpedo da Coreia do Norte.

De acordo com o relatório, partes do torpedo recuperadas do fundo do mar mostram um tipo de letra encontrado em outros torpedos norte-coreanos.

A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento no incidente, afirmando que os resultados da investigação são uma "fabricação", e ameaçando com guerra, caso sejam impostas novas sanções.

AFP
Destroços do navio Cheonan foram içados em abril para investigação sobre naufrágio

* Com EFE, AFP e Reuters

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