Marinha monitora navio da Coreia do Norte--autoridades dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - A Marinha dos Estados Unidos está monitorando um navio da Coreia do Norte de acordo com as novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) que impedem Pyongyang de exportar armas, incluindo parte de mísseis e materiais nucleares, disseram autoridades do governo norte-americano nesta quinta-feira. Oficiais afirmaram que a embarcação, chamada Kang Nam, está baseada na Coreia do Norte e se tornou alvo de interesse depois de deixar um porto norte-coreano na quarta-feira. Eles não puderam confirmar que o navio tinha bandeira norte-coreana.

Reuters |

As fontes, que falaram em condição de anonimato, não tinham condições de dizer qual seria a possível carga do navio, agora em águas internacionais.

Uma autoridade disse que o Kang Nam é a primeira embarcação norte-coreana a ser monitorada de acordo com as sanções da ONU adotadas na semana passada, depois que Pyongyang aumentou a tensão com o disparo de um míssil de testes em 25 de maio. O país também religou uma usina para produzir plutônio para armas.

Tanto a Marinha quanto o Pentágono não quiseram comentar o assunto.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na última sexta-feira uma resolução que proíbe todas as exportações de armas da Coreia do Norte e a maioria das importações de armas para o país. Ela autoriza os Estados-membros da ONU a inspecionar cargas aéreas, marinhas e terrestres da Coreia do Norte, exigindo que eles apreendam e destruam produtos que violem as sanções.

O almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos, se recusou a dar detalhes quando perguntado sobre o navio em um encontro com jornalistas nesta quinta-feira.

"Eu não entraria em nenhum tipo de detalhe sobre esse ponto particular nesse momento, exceto para dizer que está muito claro que a resolução proíbe que a Coreia do Norte transporte esse tipo de material... desde armas convencionais até material físsil e armas nucleares."

O secretário de Defesa Robert Gates afirmou que o governo Obama também está preocupado com a possibilidade de que a Coreia do Norte dispare mais mísseis, possivelmente na direção do Havaí.

(Reportagem de David Morgan)

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