Marinha mercante contrata segurança particular contra piratas

Por Luke Baker LONDRES (Reuters) - A marinha mercante usa com uma frequência cada vez maior empresas particulares de segurança para combater os piratas presentes na costa da Somália já que as forças militares estrangeiras encontram restrições quanto a seu poder de ação no enfrentamento do problema, afirmam especialistas.

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Dezenas de empresas particulares de segurança, muitas das quais com experiência no Iraque e no Afeganistão, são contratadas atualmente para fornecer dados sobre a localização de piratas e, algumas vezes, escolta armada.

"Hoje há mais interesse nesse tipo de serviço do que jamais existiu", afirmou Martin Rudd, vice-presidente do Olive Group, uma empresa que realiza operações especiais de segurança em cerca de 20 países.

"Nós recebemos um grande número de pedidos de ajuda, alguns dos quais atendemos e alguns dos quais não atendemos."

"Segundo a lógica comercial, há muito que se pode fazer para ajudar, no curto prazo, pessoas que desejam atravessar embarcações por áreas de risco", disse Rudd à Reuters. "É mais fácil para nós do que para uma Marinha mobilizar recursos em um período tão curto de tempo."

Mais de 20 mil embarcações usam todos os anos os estreitos de Bab al-Madab, no Chifre da África, o que equivale a cerca de um terço de todo o deslocamento global de contêineres, grande parte dos quais ligados aos setores de gás e petróleo.

Porém, nos últimos 12 meses, um grande número de piratas passou a atuar na costa da Somália e ao menos 30 embarcações foram capturadas neste ano, o que rendeu aos criminosos algo entre 18 milhões e 30 milhões de dólares em resgates. O problema fez dessa área a rota de navegação mais perigosa do mundo.

Forças de segurança da Somália libertaram um navio panamenho na terça-feira, mas uma embarcação ucraniana que carrega tanques e armas continua nas mãos de piratas depois de ter sido invadido três semanas atrás. Há 21 tripulantes a bordo do navio.

Um oficial de alta patente da Marinha britânica instou os navios comerciais a contratarem os serviços de empresas particulares de segurança, reconhecendo não haver muito o que os militares estrangeiros possam fazer. Recentemente, aumentou o número de fragatas e destróieres estacionados na região.

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