Marinha dos EUA proíbe uso de redes sociais virtuais durante serviço

Washington, 5 ago (EFE).- O Corpo de Infantaria da Marinha dos Estados Unidos proibiu que seus soldados utilizem as redes sociais Facebook, Twitter e MySpace durante o serviço, informou hoje o jornal Marine Times.

EFE |

Uma ordem administrativa emitida pelos comandantes assinalou que esses sites "se transformaram em um refúgio para conteúdos maliciosos" e proibiu o acesso a eles de computadores que pertençam à Infantaria da Marinha, a menos que se obtenha uma permissão específica.

"A natureza das redes sociais abre uma janela ao ataque e à exploração, expõe informação desnecessária aos adversários e proporciona um caminho fácil para que escape informação que põe em perigo a segurança das comunicações, as operações e o pessoal", segundo a ordem.

O jornal explicou que a ordem ficará vigente por pelo menos um ano e não afeta as contas pessoais dos soldados, quando forem acessadas de seus próprios computadores.

"A ordem administrativa foi emitida em um momento em que a presença do Corpo na internet - e a de todas as forças militares dos EUA - segue crescendo", acrescentou.

"O perfil oficial da Infantaria da Marinha no Twitter, por exemplo, tem agora quase 2 mil seguidores e a página oficial no Facebook tem mais de 75 mil participantes", segundo o jornal.

A página no Facebook é utilizada, principalmente, para o recrutamento de voluntários e o porta-voz da Infantaria da Marinha, o tenente Craig Thomas disse que é pouco provável que isso mude.

Thomas disse que as contas no Twitter nunca foram operadas em computadores do Governo.

O Departamento da Defesa também tem sua própria página no Facebook, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o almirante Mike Mullen, tem mais de 4 mil seguidores em seu perfil no Twitter.

Em julho, alguns oficiais afirmaram estar estudando as normas sobre o acesso a esses sites. EFE jab/pd

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