Marines dos EUA escapam de sanções após posar com bandeira nazista

Foto de grupo de dez fuzileiros diante de bandeira americana e de outra com símbolo da SS vazou na internet em novembro

iG São Paulo |

A base militar de Camp Pendleton na Califórnia (oeste dos EUA) anunciou na quinta-feira que dez membros do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC, na sigla em inglês) receberam advertência, mas nenhuma sanção, após o vazamento na internet de uma foto em que aparecem posando com uma bandeira nazista no Afeganistão.

AP
Foto de setembro de 2010 mostra marines americanos posando perto de bandeira com símbolo similar ao da nazista SS em Sangin, Província de Helmand, Afeganistão
Na foto, é possível ver um grupo de dez soldados posando diante de uma bandeira americana acima de outra com o símbolo das SS (organização paramilitar ligada ao partido nazista na Alemanha durante a época de Adolf Hitler).

Segundo a rede conservadora Fox, os fuzileiros utilizaram o símbolo das SS porque representaria as palavras "sniper scouts" (algo como exploradores franco-atiradores), mas sem a intenção de vincular-se à organização nazista.

As autoridades militares foram informadas do assunto em novembro de 2011, após a publicação na internet da foto tirada em setembro de 2010. O USMC indicou em comunicado que o uso desse símbolo é inaceitável, mas os soldados que aparecem na foto não serão punidos.

"Não se concluiu que o incidente foi motivado pelo racismo. Os envolvidos reconheceram que o símbolo (nazista) podia ser mal interpretado e não se encaixar na ética e nos valores do corpo de fuzileiros navais", afirmou um comunicado da base militar.

A comandante Gabrielle Chapin, porta-voz da base de Camp Pendleton, na Califórnia (EUA), à qual pertenciam os fuzileiros, ressaltou que os "marines" nunca tiveram a intenção de fazer referência a uma organização racista.

No mês passado, o Pentágono lançou uma investigação por conta do impactante vídeo no qual se vê um grupo de fuzileiros navais de Camp Lejeune, na Carolina do Norte, urinando sobre cadáveres de insurgentes afegãos. O secretário de Defesa americano, Leon Panetta, condenou esse ato como " absolutamente deplorável ".

*Com EFE e AFP

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