Marina Silva critica postura brasileira em Copenhague

Brasília, 19 dez (EFE).- A senadora Marina Silva (PV-AC), possível candidata à Presidência em 2010, afirmou hoje que o Brasil deveria ter ido à Cúpula da ONU sobre Mudança Climática, em Copenhague, com verdadeiros negociadores e não para fazer campanha política para as eleições do ano que vem.

EFE |

"O Brasil devia chegar à cúpula sobre mudança climática com um verdadeiro grupo de negociadores e não para fazer campanha política para 2010", declarou Marina Silva à imprensa, em clara alusão à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que chefiou a delegação brasileira em Copenhague.

Marina, que foi ministra do Meio Ambiente durante os primeiros seis anos de Governo Lula, foi à Cúpula da ONU sobre Mudança Climática com um grupo de parlamentares e disse hoje em São Paulo que "lamentou" a "ausência" nas negociações do chanceler Celso Amorim.

Segundo a senadora, tanto Amorim como o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que também viajaram à capital dinamarquesa, foram "relegados" nas negociações da cúpula por Dilma, a quem qualificou como uma "principiante" em questões ambientais.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo instituto Vox Populi sobre as eleições do próximo ano coloca Marina Silva em um quarto lugar na preferência dos eleitores, com 13% das intenções de voto.

Em primeiro lugar a pesquisa situou José Serra (PSDB; 39%), seguido por Dilma (PT; 18%) e Ciro Gomes (PSB; 17%).

As diferenças entre Marina Silva e Dilma Rousseff apareceram de forma clara ao longo da semana na reunião de Copenhague.

A senadora disse na terça-feira passada que o Brasil deveria se comprometer com "pelo menos US$ 1 bilhão" com a criação de um fundo de ajuda para que os países pobres combatam a mudança climática, o que foi desqualificado por Dilma, que negou tal possibilidade e afirmou que esse número "não faria nem sequer cócegas" na luta.

No entanto, no discurso que fez nesta sexta-feira perante a conferência sobre mudança climática, Lula garantiu que o Brasil pode contribuir com recursos. EFE ed/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG