Marco Aurélio Garcia critica métodos usados pelas Farc

Brasília, 17 abr (EFE) - O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou hoje que repudia os métodos utilizados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas evitou qualificar o grupo como terrorista.

EFE |

Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Garcia disse que "o Brasil não é uma agência de certificação".

A afirmação foi feita em resposta a uma pergunta sobre se o Governo federal considera as Farc como terroristas ou como um grupo insurgente, esta última definição defendida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais disse repudiar os métodos utilizados pela guerrilha, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico.

Garcia reclamou da cobrança para que o Governo brasileiro se posicione oficialmente sobre o assunto e considerou inadequado classificar as Farc de forças insurgentes, como outros países fizeram.

"Isso levaria a uma internacionalização do problema, o que, acredito, não seria legítimo", afirmou o assessor, dizendo que a posição do Brasil tem sido buscar um desfecho pacífico para esse conflito.

Garcia esclareceu que o Brasil tem que assumir uma posição de não interferir no conflito colombiano, mas também de não ser indiferente.

"Infelizmente não temos contatos com o lado de lá (as Farc), o que poderia ajudar para eventuais negociações", afirmou o assessor.

Segundo Garcia, o principal canal de negociação com a guerrilha, "Raúl Reyes", foi morto na operação militar realizada pela Colômbia em território equatoriano em março passado.

Para o assessor, o único canal de comunicação existente hoje em dia é o Governo da Venezuela, que "mesmo assim é um canal incerto".

EFE cm/bba/db

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