Márcio e Fábio Luiz querem surpreender no vôlei de praia de Pequim

Rio de Janeiro, 3 ago (EFE). - Os atuais campeões olímpicos Ricardo e Emanuel são apontados como principais candidatos brasileiros ao ouro no vôlei de praia de Pequim, mas a segunda dupla do país, Márcio e Fábio Luiz, aposta nos bons resultados no Circuito Mundial e na alegria de jogar para surpreender na China.

EFE |

A dupla brigou até o final de julho com Pedro Solberg e Harley pela segunda vaga do vôlei de praia do país em Pequim. A classificação veio após a vitória sobre os rivais na semifinal da etapa de Marselha do Circuito Mundial. Para completar, Márcio e Fábio ainda faturaram o título na França.

No entanto, apesar de garantirem a vaga a menos de um mês do início da competição em Pequim, o capixaba Fábio Luiz disse à Agência Efe que este tempo curto até os Jogos não é motivo de preocupação.

"Depois de tudo que passamos, isso só nos fortalece mais", garantiu o jogador, que se mostrou satisfeito com o sistema de qualificação, baseado no ranking mundial.

"É um sistema muito justo. Se você está em primeiro do ranking é porque está jogando muito bem", completou.

Apesar de não serem apontados como grandes favoritos ao ouro, Márcio e Fábio Luiz colecionam resultados concretos. Conquistaram o Campeonato Mundial em 2005 e foram vice-campeões no Circuito em 2005 e 2006.

A marca da dupla é o fato de cada um ter características que se completam às do parceiro. Fábio tem 29 anos, mede 2m04 e é conhecido como ponto forte o bloqueio. Além disso, atuou com nomes como Luizão, Harley, Loiola e Paulo Emílio.

Já Márcio, de 35 anos, é mais baixo, com 1m92. É conhecido por ter uma das melhores defesas do mundo. Participou também dos Jogos de Atenas, atuando ao lado de Benjamin.

O estreante Fábio Luiz disse que esta combinação de estilos é "essencial para se jogar em alto nível" e também pediu conselhos ao parceiro sobre a experiência no torneio olímpico.

"Temos que tentar encarar como só mais um torneio, nos doando ao máximo, jogando com muita alegria e paixão por estar representando uma nação", disse Fábio à Efe.

O jogador, no entanto, revelou que, no início, a dupla teve que superar a desconfiança de algumas pessoas.

"Quando começamos a jogar juntos, muitos falaram que a dupla não iria dar certo. Porém, estamos agora nos Jogos Olímpicos. E o futuro a Deus pertence. O importante é se dedicar ao máximo, com muita garra e força", disse.

Fábio voltou a falar em alegria quando se referiu à expectativa pelos Jogos nos poucos dias que faltam para o evento.

"Estamos nos sentindo muito bem. Treinamos muito para chegar aqui. Agora é manter a tranqüilidade e jogar nosso jogo alegre e forte", afirmou.

Márcio e Fábio Luiz vão estrear no dia 10 de agosto no Parque Chaoyang de Pequim contra os italianos Lione e Amore. Na seqüência, enfrentarão os austríacos Doppler e Gartmayer, e fecharão sua participação na primeira fase contra Barsouk e Kolodinsky, da Rússia. EFE rb/plc/dp

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