Jerusalém, 24 mar (EFE).- Vários policiais e manifestantes ficaram feridos nos enfrentamentos registrados hoje durante uma marcha de extrema-direita em uma localidade árabe no norte de Israel para exigir aos habitantes lealdade ao Estado judeu.

"Cerca de 100 pessoas participaram da marcha nos arredores da localidade de Um al-Fahm e, quando acabou, vários residentes árabes jogaram pedras contra os manifestantes e a Polícia, que os dispersou com um uso mínimo de força, com gás lacrimogêneo ou bombas de efeito moral", disse à Agência Efe o porta-voz policial israelense, Miki Rosenfeld.

"Vários policiais e manifestantes dos dois lados ficaram levemente feridos nos enfrentamentos", acrescentou.

O porta-voz lembrou que a manifestação de extrema-direita ocorreu "seguindo o ditame do Tribunal Superior de Justiça", que aprovou sua realização, sempre que se desenvolvesse fora dos bairros residenciais.

A marcha, convocada e liderada por Michael Ben Ari, deputado do partido de extrema-direita União Nacional, tinha como objetivo exigir lealdade aos árabes israelenses (palestinos que ficaram em Israel após o nascimento do Estado judeu, em 1948, e que são 20% da população israelense).

A Polícia reforçou ontem a segurança na localidade e seus arredores com cerca de 2,5 mil agentes que controlaram as estradas da Galiléia e a chegada a Um al-Fahm tanto dos manifestantes quanto dos ativistas da esquerda israelense que foram apoiar a contramanifestação dos residentes.

Os contramanifestantes tentaram impedir a passagem dos ultradireitistas e lhes receberam com gritos, e jogando sapatos e pedras.

Entre os feridos, está o deputado Ilan Ghilon, do partido pacifista Meretz, que inalou gás lacrimogêneo, e o subdelegado da Polícia Shahar Ayalon, que foi atingido e sofreu ferimentos leves.

As escolas, negócios e repartições públicas de Um al-Fahm não abriram hoje suas portas, em seguimento de uma greve geral convocada em protesto contra a autorização da marcha. EFE aca/an

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