Uma grande passeata marcará no sábado, em Londres, o início de uma semana de manifestações antiglobalização por ocasião da reunião de cúpula do G20, que buscará coordenar as respostas das potências industrizadas e emergentes para a crise mundial.

Ameaçada por uma paralisação quase total, a capital britânica será vigiada por mais de 2.500 policiais encarregados da segurança do evento que, em 2 de abril, reunirá os chefes de Estado e de Governo dos grandes países industrializados e das principais economias emergentes.

No sábado é esperada a presença de milhares de manifestantes em uma marcha entre Victoria Embankment e o Hyde Park. Esta manifestação poderá ser a mais importantes vivida por Londres desde que um milhão de pessoas saíram às ruas em 2003 para expressar sua oposição à guerra do Iraque.

A marcha é organizada pela Put People First, uma coalizão de 120 organizações, que vão de sindicatos a ONGs ecologistas, que reclamam "uma divisão equitativa da riqueza, empregos aceitáveis para todos e um futuro menos poluente".

A cúpula do G20 acontecerá no Excel Centre, leste de Londres, mas a polícia prevê que a City, o bairro financeiro situado em pleno centro da cidade, deve atrair particularmente a atenção dos manifestantes.

Um movimento anarquista convocou a população "a queimar os banqueiros" e entidades como o banco JP Morgan decidiram recomendar seu pessoal a trocar o terno e a gravata por trajes mais informais para não chamar a atenção.

Na véspera da cúpula, dia 1º de abril, tradicional Dia da Mentira, os manifestantes marcharão até o Banco da Inglaterra (BoE) conduzidos pelo "Quatro Cavaleiros do Apocalipse": a guerra, o caos climático, os crimes financeiros e a falta de moradia.

No mesmo dia será instalado na City um acampamento para denunciar o aquecimento do planeta. "As pessoas dizem que é o momento de reativar o crescimento, mas isso é o que causou a crise ecológica que agora enfrentamos. Dessa forma, dizemos que não é uma boa maneira de avançar", explica Mel, uma jovem britânica que vai participar nas manifestações.

Os movimentos mais diversos uniram esforços para ocupar o espaço da mídia. Na quarta-feira, a 'Stop The War Coalition' organizará uma marcha até a embaixada americana em Londres para exigir uma ruptura clara com a política externa do ex-presidente americano George W. Bush.

E, no mesmo dia, está prevista uma cúpula alternativa, na presença do ex-prefeito trabalhista de Londres, Ken Livingstone.

No Excel Centre será exposto um iceberg gigante para protestar contra a mudança climática e várias concentrações estão previstas para a quinta nesse mesmo local.

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