Bruxelas, 20 fev (EFE).- O maquinista do trem que causou o acidente no qual 18 pessoas morreram na segunda-feira disse hoje que não avançou nenhum sinal vermelho, ao passo que a companhia ferroviária nacional (SNCB) acusou-o de já ter desrespeitado outra sinalização no passado.

O condutor, que sobreviveu ao acidente ao pular da locomotiva instantes antes da colisão do seu trem com outra composição, está sendo interrogado pela primeira vez desde o acidente. Às autoridades, ele insiste que o sinal supostamente desrespeitado estava amarelo e ficou verde, informou a agência de notícias "Belga".

Já o funcionário da SNCB Jochem Goovaerts disse ontem que, uma vez, o maquinista ignorou a velocidade máxima indicada por uma placa sinalizadora, o que o fez parar o trem que conduzia um metro além do ponto que deveria.

Nessa ocasião, o condutor foi suspenso por um determinado período e só voltou à cabine de comando de um trem após ter sido avaliado durante vários dias por um instrutor, esclareceu Goovaerts.

Uma investigação técnica vai determinar se o maquinista, que continua sendo interrogado pela Polícia, diz a verdade quando alega que não avançou nenhum sinal vermelho.

A rede de TV belga "VTM" informou que essas infrações são frequentes. Só no ano passado, os maquinistas belgas avançaram 117 semáforos vermelhos, de acordo com a emissora. EFE mrn/sc

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