Mapa que identifica Ilhas Malvinas como britânicas gera polêmica na Argentina

Buenos Aires, 26 abr (EFE).- Um mapa escolar publicado em uma enciclopédia oficial que identifica as Ilhas Malvinas como Falkland Islands e indica que pertencem à Grã-Bretanha suscitou uma polêmica na província argentina de Salta, que culminou na saída de uma ministra.

EFE |

O mapa se encontra em um manual encarregado pelo próprio Estado provincial, o que levou o Ministério da Defesa da Nação a pedir explicações ao Governo saltenho por este episódio, que contradiz o pedido de soberania da Argentina sobre as ilhas, informaram hoje meios de imprensa locais.

O arquipélago, atualmente sob domínio do Reino Unido, aparece como "Falkland Islands" (nome que os britânicos atribuem às ilhas), com as iniciais GB, de Grã-Bretanha.

Depois que a existência do mapa foi denunciada esta semana pela oposição, o governador saltenho, Juan Manuel Urtubey, solicitou a saída da ministra da Educação provincial, Marta Torino, que deixou seu cargo nesta sexta-feira.

"Esses livros não passaram pelas minhas mãos. Só tive acesso a uma minuta sem nenhuma imagem, nem mapa, nem gráfico algum", defendeu-se Marta, que estava encarregada pela área que comprou diversos exemplares da obra por 6,9 milhões de pesos (US$ 2,142 milhões).

Por sua parte, Rubén Albaneses, do Instituto Geográfico Militar, considerou que "como se trata de um mapa onde se teria identificado as Ilhas Malvinas como Falkland Islands, o caso é muito sério e atinge o âmbito do Ministério da Defesa da Nação".

"Essa publicação é grave porque os livros foram entregues a milhares de alunos aos quais se pode gerar uma confusão irreparável", afirmou a deputada do Partido Revolução e Socialismo de Salta, Virgínia Cornejo, que denunciou a existência do mapa no manual distribuído na província nortista.

A oposição também acusou o Governo provincial de cometer irregularidades na contratação da enciclopédia escolar.

As ilhas Malvinas foram ocupadas pelos britânicos em 1833. Em 1982 os países iniciaram uma guerra por sua posse que durou 72 dias e gerou a morte de 255 militares britânicos e mais de 650 soldados argentinos.

De todo modo, o Governo argentino reitera há anos sua exigência "irrenunciável" de soberania sobre as ilhas. EFE ms/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG