Dezenas de milhares de partidários maoístas foram às ruas de Katmandu neste sábado numa demonstração de força, para convocar uma greve geral por tempo ilimitado, a partir de domingo, para pressionar a renúncia do governo." /

Dezenas de milhares de partidários maoístas foram às ruas de Katmandu neste sábado numa demonstração de força, para convocar uma greve geral por tempo ilimitado, a partir de domingo, para pressionar a renúncia do governo." /

Maoístas convocam greve em Katmandu

Dezenas de milhares de partidários maoístas foram às ruas de Katmandu neste sábado numa demonstração de força, para convocar uma greve geral por tempo ilimitado, a partir de domingo, para pressionar a renúncia do governo.

AFP |

Dezenas de milhares de partidários maoístas foram às ruas de Katmandu neste sábado numa demonstração de força, para convocar uma greve geral por tempo ilimitado, a partir de domingo, para pressionar a renúncia do governo.

"Nos vemos obrigados a convocar uma greve a partir de amanhã ante a falta de interesse do governo em fazer progredir o processo de paz e a elaboração da Constituição", declarou o líder maoísta Pushpa Kamal Dahal, conhecido como "Prachanda", para a multidão.

Prachanda prometeu que a greve por tempo "ilimitado", abrangerá todo o país, será "pacífica" e que "a porta do diálogo permanece aberta".

As medidas de segurança foram reforçadas em Katmandu. As autoridades temem que a mobilização se converta em violência, neste país pobre do Himalaia que se recupera de uma sangrenta guerra civil entre a guerrilha maoísta e o Estado, e que deixou 16 mil mortos entre 1996 e 2006.

Segundo a polícia, a manifestação ocorreu pacificamente e com a participação de cerca de 150 mil pessoas, enquanto os maoístas garantem a presença de cerca de 600 mil participantes.

Os maoístas venceram as eleições de abril de 2008, abolindo nessa ocasião a monarquia, mas o governo caiu oito meses depois.

A ONU criticou em diversas ocasiões a lentidão do processo de paz do Nepal, que prevê a elaboração de uma nova Constituição para o fim de maio e a integração de milhares de ex-combatentes maoístas no Exército.

A greve geral "não é uma solução para este beco sem saída" e "um consenso entre todos os partidos é a única alternativa", afirmou o atual primeiro-ministro, Madhav Kumar Nepal, em uma aparição televisiva neste sábado.

Madhav Kumar Nepal é o líder de uma pequena formação de centro-esquerda e conduz uma frágil coalizão governamental desde maio de 2009, boicotada pelos maoístas, que dispõem de 40% das cadeiras da Assembleia Constituinte e que organizam desde então greves e manifestações.

skt/pmc/ma

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