Mantega diz que países de fora do G20 não devem estar em reuniões do grupo

Washington, 25 abr (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a prática de convidar países que não fazem parte do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) para as reuniões da entidade não pode continuar.

EFE |

Mantega disse à imprensa que as normas do G20 devem ser cumpridas e que "não pode haver arbítrio do país que esteja conduzindo os trabalhos" no momento de fazer convites.

"Sei que, na medida em que o G20 se torna um fórum importante, muitos países querem entrar, mas é preciso ter cuidado para não perder suas características", explicou Mantega em entrevista coletiva na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), que realiza hoje e amanhã sua assembleia conjunta com o Banco Mundial.

O ministro admitiu que os critérios podem mudar, mas após "um longo debate", e destacou que a composição atual do G20 é "satisfatória" por causa de seu equilíbrio entre países ricos e nações em desenvolvimento.

Mantega explicou que "os Estados Unidos, que foram os anfitriões (da reunião da sexta-feira), cumpriram com todo rigor as regras do G20".

Os EUA serão novamente o país encarregado de enviar os convites para a próxima cúpula presidencial do G20, que acontecerá em setembro em Nova York.

Apesar de não serem membros do grupo, Espanha, Holanda e República Tcheca participaram da cúpula em Washington. Os dois primeiros países também estiveram presentes na reunião de cúpula realizada em Londres no início deste mês.

Está previsto que haja uma reunião de vice-ministros de Economia do G20 em maio, seguida de uma de ministros em julho e a de chefes de Estado em setembro. EFE cma/bba

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