Manobras EUA-Coreia do Sul prosseguem com exercícios submarinos

Manobras militares serão realizadas até a próxima quarta feira, sob protestos e ameaças da Coreia do Norte

AFP |

Estados Unidos e Coreia do Sul realizaram nesta segunda-feira exercícios com submarinos no segundo dia de suas manobras militares conjuntas para dissuadir a Coreia do Norte de novas provocações, quatro meses depois do naufrágio de uma corveta sul-coreana atribuído a Pyongyang.

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Navios americanos e sul-coreanos realizam manobras militares no Mar do Japão

Estas manobras, previstas até quarta-feira, mobilizam 20 navios, incluindo o porta-aviões "George Washington", 200 aviões e 8.000 homens. Os dois países iniciaram no domingo suas manobras navais conjuntas no Mar do Japão para enviar uma mensagem contundente à Coreia do Norte, que ameaçou com uma resposta nuclear.

É a primeira de uma série de manobras destinadas "a transmitir uma mensagem clara à Coreia do Norte alertando-a de que seu comportamento agressivo deve parar", declararam esta semana o secretário de Defesa americano, Robert Gates, e seu colega sul-coreano, Kim Tae-Young.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos, baseando-se nos resultados de uma investigação internacional, acusam Pyongyang de ter afundado um navio de guerra sul-coreano, o "Cheonan", no dia 26 de março próximo da fronteira marítima entre as duas Coreias, no Mar Amarelo. Quarenta e seis marinheiros sul-coreanos.

O regime comunista norte-coreano, apoiado pela China, nega que tenha torpedeado a embarcação. Mas este episódio reavivou a tensão na península, um ano depois de a Coreia do Norte ter abandonado as negociações multilaterais com os países que tentam convencê-la a suspender seus planos nucleares.

A Coreia do Norte, sempre com provocações verbais, ameaçou no sábado responder a estas manobras por meio de uma " potente dissuasão nuclear ".

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EUA e Coreia do Sul reuniram tropas para manobras militares no Mar do Japão

O jornal Minju Joson, ligado ao poder norte-coreano, reiterou neste domingo suas ameaças, afirmando que "o Exército e o povo da RPCN (Coreia do Norte) tomarão medidas fortes de represália , com dignidade, apoiando-se em seu potente poder de dissuasão nuclear".

Os Estados Unidos exigiram no sábado de Pyongyang "uma linguagem menos provocadora e mais ações construtivas". Na quarta-feira, Washington anunciou novas sanções econômicas e financeiras contra a Coreia do Norte , submetida a diversas sanções internacionais depois de seus dois testes nucleares de 2006 e 2009.

O Exército sul-coreano, que monitora as atividades do país vizinho nas regiões fronteiriças, afirma não ter detectado, no momento, algum movimento incomum.

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