Manmohan Singh jura novo mandato como primeiro-ministro da Índia

NOVA DÉLHI - Manmohan Singh tomou posse nesta sexta-feira para um segundo mandato como primeiro-ministro da Índia, à frente de um Gabinete reduzido por causa das últimas disputas na aliança governista.

EFE |

A cerimônia solene, que durou 45 minutos, foi celebrada no Palácio Presidencial, onde Singh e 19 membros de seu novo governo juraram o cargo perante a presidente do país, Pratibha Patil, na presença de centenas de personalidades políticas.


Singh toma posse nesta sexta-feira / AP

Singh - de 76 anos e que é da religião sikh, monoteísta - jurou "em nome de Deus defender a soberania e a integridade da Índia e desempenhar sua função conscienciosa e fielmente, de acordo com a Constituição, e sem se deixar influenciar por medo, favor, afeto ou má fé".

Após assumir o cargo, o chefe do Executivo se dirigiu à presidente de seu partido, Sonia Gandhi, e a seus filhos, Rahul e Priyanka, e os cumprimentou ao estilo indiano, com uma inclinação de cabeça e as mãos unidas no peito.

Governo reduzido

O juramento deste "minigoverno" não afastou a dúvida de quais pastas os novos titulares vão ocupar, entre os quais há apenas quatro novas incorporações.

Dois dos novos titulares não pertencem ao Partido do Congresso de Gandhi, vencedor das eleições na Índia com 206 das 543 cadeiras do Parlamento.

Depois de Singh, tomou posse Pranab Mukherjee, que estava no Ministério de Exteriores e os rumores são de que ele será o novo titular de Finanças, e outros "pesos pesados" do Partido do Congresso como P. Chidambaram, A.K. Antony e Kamal Nath, que segundo as conjeturas da imprensa seguirão à frente de Interior, Defesa e Comércio, respectivamente.

Entre as novas caras do Gabinete destaque para a controvertida Mamata Banerjee, líder do Congresso Trinamool do estado de Bengala, que após o pleito se transformou no principal parceiro da Aliança Progressista Unida (UPA) liderada pelo partido de Gandi.

Todas as especulações apontam que Banerjee - cujo partido liderou os protestos camponeses que forçaram este ano a desistência por parte do grupo industrial Tata de seu grande projeto de fabricação do "carro mais barato do mundo" em Bengala - obterá a pasta de Ferrovias, uma das mais importantes na extensa Índia.

No governo permanece Sharad Pawar, líder do Partido Nacionalista do Congresso (parceiro da UPA), que segundo a imprensa pode ficar com a Agricultura. O novo Executivo tem três mulheres em suas fileiras, Banerjee, Meira Kumar e Ambika Soni (ex-titular de Turismo).

Singh acredita agora poder limar as últimas asperezas com outro dos principais parceiros do Partido do Congresso, o Dravida Munnetra Kazhagam (DMK) do estado de Tamil Nadu, que ameaçou sair da UPA e dar apenas apoio externo ao novo Governo.

O primeiro-ministro tinha assegurado a Patil que a UPA e uma série de independentes e pequenas legendas lhe garantiam uma maioria absoluta no novo Parlamento.

Diferentes fontes do Partido do Congresso asseguraram entre ontem e hoje que o DMK pedia demais para se incorporar ao Executivo, mas que as negociações continuam abertas e se manterão durante este fim de semana.

Segundo fontes governamentais citadas pela agência "Ians", Singh crê em ampliar o Gabinete na próxima terça-feira com meia centena de novos membros, incluindo os da "brigada juvenil". A incógnita continua sendo se Rahul Gandhi será um deles.

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