Manipulação genética pode gerar racismo, diz Vaticano

Por Laura MacInnis GENEBRA (Reuters) - A possibilidade de que os pais escolham as características genéticas de seu bebê ameaça gerar novas formas de racismo, disse o Vaticano na quarta-feira em uma conferência da ONU.

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O papa Bento 16 disse nesta semana que o acalorado evento da ONU, boicotado por vários governos devido às críticas de nações islâmicas contra Israel, é uma iniciativa importante para confrontar todas as formas de discriminação moderna.

"A Santa Sé também está alarmada pela ainda latente tentação da eugenia que pode ser alimentada por técnicas de procriação artificial e o uso de 'embriões supérfluos'", disse o arcebispo Silvano Tomasi, observador do Vaticano na ONU em Genebra.

"A possibilidade de escolher a cor dos olhos e outras características físicas de uma criança poderia levar à criação de uma 'subcategoria de seres humanos' ou à eliminação de seres humanos que não preencham as características pré-determinadas por uma dada sociedade."

O conflito israelo-palestino ofuscou a conferência de Genebra, que termina oficialmente na sexta-feira. Na segunda-feira, diversos delegados abandonaram o plenário quando o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou Israel de ser um "regime racista".

Grupos judaicos pediram ao Vaticano que boicotasse o evento, junto com países como Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, Polônia, Holanda, Canadá e Israel.

Mas Tomasi disse ser importante que vozes religiosas sejam ouvidas em tais fóruns. "Na luta contra o racismo, as comunidades da fé desempenham uma parte importante", disse ele.

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