Manila perseguirá vendedores de pílulas ilegais de aborto

Manila, 24 set (EFE).- A Polícia da capital filipina começou hoje uma renovada campanha para perseguir avendedores de pastilhas para abortar por ordem do prefeito, o conservador Alfredo Lim.

EFE |

O chefe do corpo metropolitano, superintendente chefe Rodolfo Magtibay, indicou que tem instruções para limpar as ruas destes "traficantes" nos bairros mais pobres da cidade.

Magtibay denunciou que alguns vendedores fazem negócio em frente a igrejas como a de Quiapo, a mais popular de Manila e onde cada ano dezenas de milhares de devotos assistem à procissão do "Nazareno Negro", a principal relíquia do templo.

Tanto o populista prefeito como a presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, se opõem com fervor à interrupção voluntária da gravidez, postura à qual os críticos atribuem a superpopulação do país, de mais de 90 milhões de habitantes.

Quase um terço das 1,4 milhões de gravidezes não desejadas que anualmente ocorrem nas Filipinas terminam em um aborto clandestino, nos quais perdem a vida cerca de 5 mil mulheres.

Além disso, duas de cada cinco mulheres que quereriam utilizar métodos anticoncepcionais não têm acesso a eles porque sua distribuição deixou de estar subvencionada pelo Governo, que prefere que os preservativos se vendam a preços de mercado.

Desta forma, Filipinas apresenta taxas de natalidade de quase 3,5 crianças por família, uma das mais altas da região, e a população cresce em ritmo superior a 2% anual, crescimento demográfico que contrasta com a precária economia.

No único país católico da Ásia, poucos políticos se atrevem a questionar a postura da Igreja Católica sobre o aborto e continua paralisada no Parlamento uma proposta para a primeira lei sobre planejamento familiar de toda a história do país. EFE csm/fk

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