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Manifestantes tailandeses preparam batalha final contra o governo

Manifestantes tailandeses se reuniram aos milhares na quarta-feira em um elegante bairro comercial de Bangcoc, preparando o campo de batalha final após mais de um mês de luta para derrubar o governo de Abhisit Vejjajiva.

iG São Paulo |

Cerca de 20 mil "camisas vermelhas" já estavam na região no começo da noite (manhã no Brasil), prolongando uma crise que atingiu seu auge no sábado, quando pelo menos 22 pessoas morreram no pior incidente de violência política no país desde 1992.

"Vamos usar a área de Rachaprasong como o campo de batalha final para derrubar o governo", disse Nattawut Saikua, um dos chefes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, a plataforma que organiza as manifestações antigovernamentais que tomam algumas áreas de Bangcoc já faz um mês.

AFP
Manifestantes prometem "última batalha" contra Governo da Tailândia

A concentração dos "camisas vermelhas" é feita em um bairro cheio de hotéis e lojas, a poucos quarteirões da região financeira da capital. A região já está ocupada há dez dias pelos seguidores do ex-premiê Thaksin Shinawatra.

O manifestante disse que dessa vez "não haverá mais negociações", embora os "camisas vermelhas" já tenham prometido outras mobilizações "finais" anteriormente.

A vários quilômetros dali, no Monumento da Vitória, mais de mil "camisas amarelas" (partidários do governo) se reuniram para pedir paz e apoiar Abhisit, aumentando o risco de um possível confronto.

Crise política

Uma grande parte dos "camisas vermelhas", cuja maioria provém das classes rurais do norte e nordeste do país, apoia Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006. Eles exigem eleições antecipadas de forma imediata.

Na última segunda-feira, a Comissão Eleitoral da Tailândia recomendou ao Tribunal Constitucional a dissolução do Partido Democrata por financiamento ilegal em 2005.

Se tal recomendação for seguida, o Partido Democrata será dissolvido e o primeiro-ministro do país, Abhisit Vejjajiva, e os outros membros da executiva do partido ficarão inabilitados para exercer cargos públicos durante cinco anos.

Vejjajiva, que desde o início das mobilizações trabalha em um quartel militar, ainda não se pronunciou sobre a decisão da Comissão Eleitoral.

O primeiro-ministro Vejjajiva chegou à chefia do governo em dezembro de 2008 depois que o anterior partido governista, formado por aliados de Shinawatra, foi dissolvido por cometer fraude eleitoral.

* Com EFE e Reuters

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