Manifestantes tailandeses oferecem concessões para superar crise

Por Nopporn Wong-Anan e Bill Tarrant BANGCOC (Reuters) - Os manifestantes camisas vermelhas ofereceram na sexta-feira concessões ao governo tailandês, após vários ataques com granadas em Bangcoc, dizendo que aceitariam a dissolução do Parlamento num prazo de 30 dias, e não mais imediatamente, como exigiam.

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Eles também pediram ao primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, que promova uma investigação independente sobre os confrontos entre manifestantes e soldados, no último dia 10, que mataram 25 pessoas. Reivindicaram também que o Exército deixe as áreas próximas ao reduto dos protestos.

"O governo tem de parar todas as ameaças contra o nosso movimento", disse Weng Tojirakarn, líder dos "camisas vermelhas", num palanque montado na principal zona comercial da capital.

As novas exigências foram divulgadas logo depois de o comandante do Exército, general Anupong Paochinda, ter dito a oficiais que não haveria repressão aos manifestantes acampados na capital, porque isso causaria mais mal do que bem.

Cinco ataques com granadas na noite de quinta-feira no fervilhante bairro empresarial de Bangcoc mataram uma pessoa e feriram mais de 80, alimentando os temores de que estaria havendo uma escalada na crise nesta metrópole de 15 milhões de habitantes.

Milhares de "camisas vermelhas" --os seguidores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra-- permanecem em um acampamento fortificado numa luxuosa zona comercial do centro de Bangcoc, prometendo ficar ali até que Abhisit dissolva o Parlamento e convoque eleições.

Os ataques com granadas, perto dos movimentados bares do bairro de Patong, ocorreram 12 dias depois de uma frustrada tentativa do Exército de retirar manifestantes do local de um comício, num incidente que deixou 25 mortos e mais de 800 feridos --o episódio mais violento nas ruas do país em 18 anos.

O Centro de Emergência Erawan, ligado ao governo, disse que entre os 88 feridos há cidadãos dos EUA, Austrália, Indonésia e Japão.

A violência e a crescente divisão política geram temores de uma guerra civil no país, que tem a segunda maior economia do Sudeste Asiático.

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