Manifestantes se dispersam, mas polícia tailandesa afirma que serão julgados

Os últimos camisas vermelhas, manifestantes contrários ao governo da Tailândia, cercados pelo Exército, acataram nesta terça-feira a ordem de dispersão dos líderes do movimento, depois dos violentos incidentes que entre domingo e segunda-feira deixaram dois mortos em Bangcoc.

AFP |

Ao mesmo tempo, o chefe da polícia nacional, Patcharawat Wongsuwan anunciou que os líderes das manifestações serão levados à justiça por violação ao estado de exceção em Bangcoc, .

"Os principais dirigentes do movimento de protesto serão levados à justiça", declarou o general Patcharawat.

"As ordens de prisão serão emitidas em breve por acusações de reunião ilegal de mais de cinco pessoas, o que está proibido durante o estado de exceção", completou o chefe de polícia.

Os manifestantes, cercados desde a noite de segunda-feira perto da sede do governo, anunciaram uma dispersão.

A informação foi divulgada por uma das líderes dos protestos, Prateep Ungsongtham Hata.

"Nós não nos renderemos, nos limitamos a uma dispersão, porque não fizemos nada de errado", afirmou.

Fontes militares afirmaram que mais de 2.000 manifestantes estavam concentrados durante a noite perto da sede do governo de Bangcoc, cercados por centenas de soldados armados e veículos blindados, um dia depois de uma jornada de violência e anarquia que terminou com pelo menos dois mortos e 123 feridos, dois deles em estado grave.

"O motivo pelo qual decidimos a dispersão está vinculado ao fato de que nós queremos evitar mais perda de vidas", disse Prateep.

A dispersão da concentração na sede do governo, iniciada em 26 de março, acabou com dois dias de caos e violência na capital, segundo o ministério da Saúde.

Decepcionados, alguns manifestantes retiraram as camisas vermelhas, símbolo dos partidários do ex-premier Thaksin Shinawatra, popular entre as classes mais pobres, sobretudo da região norte do país, que se exiliou após ser derrubado por um golpe militar em 2006.

Os manifestantes exigiam a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, acusado de ser um "fantoche" nas mãos do Exército e de alguns conselheiros do rei Bhumibol Adulayadej.

Os defensores da monarquia são conhecidos como "camisas amarelas".

Três dirigentes do movimento de protesto foram indiciados pelos incidentes, com acusações de incitar a violação da lei do estado de exceção decretado no domingo em Bangcoc e seus arredores.

Ao contrário do que aconteceu durante as manifestações de opositores monárquicos no fim de 2008, que precipitaram a queda de um governo de aliados de Shinawatra, desta vez o Exército reprimiu os protestos.

ask/fp

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