Manifestantes são condenados à morte no Irã

Três pessoas que haviam sido presas depois das eleições de junho no país foram condenadas à morte, segundo informação divulgada neste sábado pela agência de notícias iraniana Isna. As sentenças ainda não são definitivas e precisam ser confirmadas por um tribunal superior, segundo a agência.

BBC Brasil |

Os nomes dos condenados não foram divulgados.

Os protestos aconteceram em junho depois que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito. Milhares de pessoas foram às ruas denunciando fraudes. Pelo menos 30 pessoas morreram e milhares foram presos.

"Três pessoas que haviam sido condenadas [pelo seu papel] nos incidentes pós-eleição foram condenadas à morte", disse o juiz Zahed Bashiri Rad, segundo a agência.

Os condenados foram identificados apenas pelas iniciais. "MZ" e "AP" foram condenados por ligações com a Assembléia do Reino do Irã, um grupo monarquista. Já "NA" foi considerado culpado de participar do grupo Mujahideen Popular, que prega o fim da república islâmica.

Até agora, o único ativista de oposição condenado à morte que teve eu nome divulgado foi Mohammad Reza Ali Zamani. Ele foi condenado na quinta-feira e seu nome foi revelado por um site pró-reformas no Irã. Não está claro se ele é o "MZ" citado pela agência Isna neste sábado.

A Anistia Internacional disse que a pena de morte para Zamani é "uma piada com a Justiça".

A maioria dos manifestantes presos devido aos protestos contra a eleição de junho foi solta, mas cerca de 200 continuam presos e 110 foram levados à Justiça.

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