Centenas de pessoas protestavam contra a guerra do Iraque nesta quinta-feira em St. Paul, Minnesota, em frente ao estádio onde acontece a Convenção Nacional Republicana, com o objetivo de confrontar John McCain na noite de seu discurso de aceitação da candidatura à presidência.

O caminho dos manifestantes, no entanto, foi bloqueado por cordões de isolamento da polícia montada e por um pelotão da polícia de choque chamado para dispersar o protesto.

Mesmo assim, os organizadores afirmam que vão continuar com as manifestações até encontrar um jeito de serem ouvidos na Convenção, onde os republicanos finalmente oficializarão a chapa que concorrerá às eleições presidenciais do dia 4 de novembro.

"Queremos ir até lá para mandar uma mensagem clara a John McCain", disse à AFP Linden Gawboy, da ONG Welfare Rights Committee.

Houve momentos de tensão, principalmente quando os policiais bloquearam a passagem dos manifestantes em uma ponte, mas nada que se compare à violência registrada na terça-feira, quando a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão que protestava.

A forte presença da polícia e de grades de segurança ofenderam alguns manifestantes.

"Não entendo por quê eles precisam usar máscaras contra gás e toda essa parafernália contra distúrbios se todos nós queremos a paz", comentou Seamus Fitzgerald, 16 anos, enquanto tentava dar um girassol a um policial. "Isso me lembra um cerco policial".

O protesto desta quinta-feira foi pacífico. Os manifestantes carregavam cartazes de "EUA fora do Iraque" e uma efígie em cartolina de McCain onde se lia "McCain = criminoso de guerra", além de tocar tambores e cantar slogans.

A segurança foi reforçada em toda a cidade de St. Paul para evitar que se repetissem as cenas caóticas registradas durante a convenção republicana de 2004, em Nova York, quando mais de 1.800 pessoas foram presas.

Este ano, cerca de 10.000 pessoas protestaram no dia da abertura da convenção, pedindo principalmente o fim da guerra do Iraque.

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