Manifestantes protestam contra murro marroquino que divide o Saara Ocidental

Argel, 2 abr (EFE).- Cerca de mil de pessoas formaram hoje uma corrente humana perante o muro de separação marroquina, que divide em dois o território do Saara Ocidental, para pedir sua demolição e denunciar a falta de interesse do Marrocos de resolver o conflito.

EFE |

Os participantes do protesto - em sua maioria espanhóis e saaráuis, mas também há franceses, italianos e mexicanos - se agruparam cerca de 500 metros do muro conhecido como "o ângulo", localizado a 75 quilômetros dos campos de refugiados próximos a Tinduf, no sudoeste da Argélia.

Os manifestantes empunharam bandeiras saaráuis e cartazes contra do muro, além de cantar palavras de ordem a favor da autodeterminação e em solidariedade aos saaráuis presos no Marrocos, alguns deles há mais de 20 anos atrás das grades. Saaráuis presos em várias partes do país estão fazendo greve de fome para chamar atenção para sua causa.

Após entrelaçar suas mãos perante o muro, os manifestantes fincaram as bandeiras e os cartazes na terra do deserto e construíram uma formação paralela que batizaram com o nome de "muro da paz".

Em declarações à Agência EFE, a sindicalista da Federação de Ensino de Comissões Operárias da Catalunha, Montse Torras, que participou do protesto, considerou "degradante que se fale do muro de Gaza e de muitos outros e que quase ninguém saiba nada deste muro, rodeado de minas, que separa todo um povo".

"É uma vergonha, além disso, a quantidade de dinheiro que se gasta no Marrocos para controlá-lo e que deveria ser utilizado para melhorar o nível de vida de seus cidadãos", afirmou Torras.

Trata-se do terceiro ano consecutivo que este protesto é organizado. Sob o nome de "Coluna dos mil", ele pretende "denunciar a ocupação marroquina do Saara Ocidental" e o muro de mais de 2,5 mil quilômetros que "separa, destrói e restringe a liberdade" dos saaráuis, segundo a Plataforma de Apoio Político ao Povo Saaráui (PAPPS), organizadora do ato.

O muro de areia, pedra e arame arame farpado - um dos mais longos do mundo - está infestado de minas antipessoais e atravessa o território da antiga colônia espanhola praticamente do norte ao sul.EFE jg/pb

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