Manifestantes protestam contra morte de jovem negro nos EUA

Morte do jovem negro por vigia branco na Flórida provocou indignação entre os americanos. Vigia não foi preso por chefe da polícia

EFE |

Milhares de pessoas protestaram neste sábado em diversas cidades dos Estados Unidos, como Washington e Chicago, para pedir justiça no caso da morte de um adolescente negro em Orlando, na Flórida, que foi baleado por um vigilante de um condomínio.

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Em Washington, centenas de pessoas se concentraram na Praça da Liberdade para pedir a prisão de George Zimmerman, que alega ter matado Trayvon Martin, de 17 anos, para se defender. O jovem estava desarmado. O vigilante ainda não foi acusado de nenhum crime. Protestos similares foram registrados em cidades como Chicago, Dallas, Tampa, Seattle, Baltimore e Atlanta, segundo a cadeia "NBC".

Reuters
Em Nova York, manifestantes saem às ruas para protestar contra morte de adolescente em Sanford (21/3)

A morte de Martin numa localidade nos arredores de Orlando em 26 de fevereiro causou intensa mobilização principalmente pelo fato de Zimmerman não ter sido detido. A legislação da Flórida, como de muitos outros estados do país, protege pessoas que usam a força para se defender, mesmo que o caso envolva mortes.

O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que o caso será investigado. "Se eu tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon", disse o governante. Diante da repercussão do incidente, o governador da Flórida, Rick Scott, convocou uma nova promotora para apurar o homicídio, Angela Corey, que se comprometeu a "estudar os fatos e as circunstâncias que levaram ao disparo".

O Departamento de Justiça dos EUA decidiu abrir uma investigação paralela e na quinta-feira se reuniu com os pais do adolescente, enquanto um grande júri determinará no próximo 10 de abril se Zimmerman será acusado de algum crime. O advogado do vigilante defende que seu cliente não é racista e que matou o adolescente em legítima defesa durante uma briga.

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