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Manifestantes peruanos libertam cerca de 50 policiais retidos

Lima, 17 jun (EFE).- Cerca de 50 policiais foram libertados hoje por habitantes de Moquegua, no Peru, que os mantinham detidos desde ontem em protesto por uma melhor repartição do dinheiro que as regiões peruanas recebem do Estado em função dos impostos arrecadados com as minas locais.

EFE |

Os policiais, comandados pelo chefe da região, o general Alberto Jordão, abandonaram uma igreja onde permaneciam desde ontem e foram transferidos para o aeroporto da cidade.

Minutos antes, um grupo de habitantes da província que declarou greve de fome pediu aos habitantes que libertassem os agentes para permitir o reinício do diálogo com o Governo.

Os policiais foram retidos por milhares de habitantes quando tentavam liberar a estrada Pan-americana que era bloqueada por manifestantes.

Segundo Jordão, os retidos estiveram a ponto de ser enforcados por alguns manifestantes mais exaltados.

O general assegurou que diante da situação se viu obrigado a exibir uma bandeira branca e a pedir desculpas públicas aos habitantes pela intervenção policial, o que gerou rumores de que ele poderia ser destituído.

O presidente do Conselho de Ministros, Jorge del Castillo, confirmou hoje que "libertou todos os policiais que estavam retidos ilegalmente" e anunciou que aceitou retomar as negociações com as autoridades de Moquegua.

"Buscaremos a melhor solução possível", disse Castillo.

Os cidadãos de Moquegua, apoiados pelas autoridades locais, protestam há uma semana para reivindicar uma melhor redistribuição do dinheiro que as regiões peruanas recebem do Estado em função dos impostos arrecadados com as minas locais.

Os manifestantes pedem ao Executivo que a repartição desse dinheiro seja feita segundo a quantidade de mineral extraído das minas e não pelo cobre produzido. Eles ainda pedem que se modifique a porcentagem da quantia destinado em relação à região de Tacna que, para eles, recebe mais do que merece.

O bloqueio da Pan-americana, a principal estrada do país que vai do sul ao norte do Peru, provocou o desabastecimento de alimentos e combustível na região de Tacna, fronteiriça com o Chile. EFE dub/rr

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