Manifestantes ocupam Prefeitura de capital provincial tailandesa

Bangcoc, 3 set (EFE).- Manifestantes ocuparam hoje a Prefeitura de uma capital provincial do sul da Tailândia, em apoio aos protestos em Bangcoc pela renúncia do primeiro-ministro Samak Sundaravej.

EFE |

Policiais informaram que cerca de 500 manifestantes invadiram a Prefeitura de Chumphon, um povoado com 34.000 habitantes e 460 quilômetros ao sul de Bangcoc.

A Prefeitura de Phuket, um dos principais destinos turísticos do sul da Tailândia, permanece tomada desde a véspera, enquanto a da vizinha Krabi foi ocupada e desocupada sem atos de violência na terça-feira.

Em Bangcoc, mais de mil policiais cercam desde o começo da manhã desta quarta-feira os manifestantes que ocupam a sede do Governo da Tailândia.

A Polícia afirmou que os agentes estão velando pela segurança dos ativistas, e não foram registrados incidentes violentos durante as primeiras 24 horas desde a entrada em vigor de uma medida de emergência.

Divididos em quatro companhias, os policiais foram desdobrados nos limites do palácio governamental e nas proximidades do quartel general do Exército.

Na primeira noite com estado de emergência em vigor na capital tailandesa, não foram registrados atos de violência entre as forças de segurança e os manifestantes, que há mais de uma semana ocupam a sede do Governo, informou hoje a Polícia.

Durante a madrugada, os ativistas se acalmaram diante dos rumores de que os soldados não invadiriam o palácio para tirar à força os opositores. E, ao amanhecer, muitos manifestantes abandonaram o local para descansar.

No dia anterior (hora local), o primeiro-ministro do país, Samak Sundaravej, decretara estado de emergência em Bangcoc após a batalha campal de segunda-feira entre os manifestantes da oposição e seguidores do Governo, na qual uma pessoa morreu e 44 ficaram feridas.

Sonthi Limthongkul, fundador da opositora Aliança do Povo para a Democracia (APD), que liderou os protestos, anunciou que estes terminarão em menos de dois dias. Além disso, afirmou acreditar que soldados não usarão a força contra os manifestantes. EFE grc/mh

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