Manifestantes obrigam suspensão de cúpula na Tailândia e levantam dúvidas sobre governo atual

Por Bill Tarrant PATTAYA, Tailândia (Reuters) - Uma reunião de líderes asiáticos foi suspensa na Tailândia neste sábado, depois que centenas de manifestantes contrários ao governo romperam um cordão de isolamento militar e invadiram o local do encontro.

Reuters |

O premiê tailandês, Abhisit Vejjajiva, declarou estado de emergência em Pattaya, um resort 150 quilômetros ao sul de Bangcoc, sede da Cúpula do Leste Asiático.

Cerca da metade dos líderes asiáticos que estavam no encontro foram retirados de helicóptero para uma base área militar nas proximidades.

O fracasso da cúpula é um grande constrangimento para o governo de Abhisit, no poder desde dezembro.

Os eventos deste fim de semana levantam dúvidas sobre a capacidade de seu governo realmente durar. Quatro primeiros-ministros nos últimos 15 meses não conseguiram resolver na Tailândia as divisões políticas entre aliados do governo real, militares, elite econômica e uma população rural simpatizante do ex-premiê Thaksin Shinawatra.

No sábado, centenas de manifestantes pró-Thaksin romperam o isolamento feito por soldados e invadiram o centro de imprensa adjacente ao local da reunião de cúpula. Eles pediam a saída de Abhisit.

Depois da invasão, os manifestantes começaram a conversar com os jornalistas e a denunciar em entrevistas o governo tailandês como contrário aos pobres.

A Cúpula do Leste Asiático reúne os dez países membros da Associação das Nações do Sudeste da Ásia (Asean, na sigla em inglês) e mais China, Japão, Coréia do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Discute-se comércio, temas econômicos e segurança regional.

Investidores tendem a encarar o fracasso em impedir que os manifestantes até mesmo se aproximassem do local da reunião como um sinal da indecisão do governo de Abhisit, mesmo que o seu objetivo tenha sido evitar a violência. Nascido no Reino Unido e educado em Oxford, o premiê poderia ter a sua liderança do Partido Democrata ameaçada.

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