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Manifestantes iranianos desafiam veto do governo e protestam em Teerã

TEERÃ - Os dois candidatos a presidência do Irã que questionaram a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, Mir Hosein Musavi e Mehdi Karubi, participavam nesta segunda-feira de um protesto da oposição em Teerã, que http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/06/15/governo+iraniano+veta+manifestacao+a+favor+de+musavi+que+cancela+evento+6727919.html target=_topnão foi autorizado pelo governo.

Redação com agências internacionais |

Mousavi, que há vários dias estava sob vigilância na própria casa, deve pedir calma aos eleitores. Os dois homens estavam vestidos como civis, inclusive Karubi que é um religioso, e seu veículo branco, que avançava ao lado dos manifestantes, está protegido por agentes de segurança à paisana.

Esta é a primeira aparição em público de Mousavi desde que foi anunciado o resultado desta polêmica eleição presidencial, no sábado.


Mousavi subiu em cima de um carro e acenou para os manifestantes / AFP

Vários quilômetros de ruas do centro de Teerã foram tomadas por pessoas que participam da manifestação, de acordo com a testemunha. Vestindo camisas verdes da campanha de Mousavi com fotografias dele, os participantes gritavam: "Mousavi pegue nossos votos de volta."

"Onde estão os 63% que votaram em Ahmadinejad?", gritavam os manifestantes, referindo-se ao porcentual de votos do presidente, segundo os resultados oficiais.

"Se Ahmadinejad continuar como presidente, nós vamos protestar todos os dias", disseram os manifestantes. "Nós lutamos, nós morremos, não vamos aceitar essa votação fraudulenta", era outro grito de ordem das pessoas.


Milhares de pessoas tomaram as ruas de Teerã / AFP

O ministério do Interior do Irã negou o pedido do candidato presidencial Mir Hossein Mousavi de organizar nesta segunda-feira uma passeata de protesto contra os resultados das eleições de sexta-feira, nas quais o presidente Mahmud Ahmadinejad foi reeleito. "Nenhuma autorização foi concedida para passeata ou concentração e todo tipo de marcha ou de concentraçã está proibida", anunciou o ministério do Interior.

Teerã foi cenário de confrontos no fim de semana entre as forças oficiais e os partidários de Mussavi, que contestam a reeleição de Ahmadinejad.


Protestos foram reprimidos com violência no Irã no fim de semana / AP

Khmenei pede investigação

Aparentemente, os dois opositores tiveram uma reunião ontem à tarde com o líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, com quem discutiram a situação do país.

Segundo a agência de notícias "Fars", durante o encontro, Khamenei garantiu que as denúncias serão devidamente investigadas . Em troca, pediu a Moussavi que mantenha a calma.

"Em outras eleições, alguns candidatos também tiveram problemas, que foram tratados pelo Conselho dos Guardiães e dentro das vias legais. Naturalmente, as questões devem ser tratadas por meio das vias legais", afirmou Khamenei.

Apesar de ter pedido ao Conselho dos Guardiães que "examine minuciosamente" a carta com as denúncias de Moussavi, no sábado o líder supremo deixou claro sua opinião. Em declarações públicas, Khameneu declarou seu apoio à vitória do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e pediu aos outros candidatos que aceitem o resultado.

O Irã agora aguarda a decisão das autoridades eleitorais sobre o resultado do pleito. Mas, desde a fundação da República Islâmica, há 30 anos, o poderoso Conselho dos Guardiães nunca tomou uma decisão de tal envergadura.

Ahmadinejad, reeleito com aproximadamente 62% dos votos, já negou a fraude e comparou a insatisfação dos eleitores com a que os torcedores sentem quando seu time de futebol perde um jogo.

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