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Manifestantes invadem sede do Governo da Tailândia e pedem renúncia de premiê

Gaspar Ruiz-Canela Bangcoc, 26 ago (EFE).- O palácio do Governo da Tailândia, a emissora estatal e três ministérios foram tomados hoje por milhares de manifestantes da aliança antigovernista que tenta forçar a queda do primeiro-ministro Samak Sundaravej.

EFE |

Apenas oito meses após as eleições que derrubaram o Governo instalado pelos militares na Tailândia, a política retornou às ruas como aconteceu antes do golpe de Estado de setembro de 2006.

Centenas de partidários da Aliança do Povo para a Democracia, muitos deles com bandeiras amarelas que representam a Monarquia, tomaram o controle da sede do Governo, em Bangcoc, sem encontrarem nenhuma resistência do reduzido efetivo de policiais que vigiavam o local.

Dentro do prédio, o líder dos protestos, Sondhi Limthongkul, que comandou as manifestações que levaram ao levante militar contra o deposto primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, afirmou que os protestos continuarão até o anúncio do nome do novo premiê.

"Não vão nos tirar daqui até que aconteça uma mudança política.

Se querem que eu vá embora terão que me matar e tirar meu corpo deste lugar", declarou o líder da Aliança do Povo para a Democracia.

Limthongkul, dono de vários jornais, respondeu com esta ameaça ao discurso de Sundaravej no qual o primeiro-ministro advertiu que sua paciência com os manifestantes estava chegando ao limite.

"A Polícia usará todos os meios a seu alcance para recuperar a normalidade o mais rápido possível", disse Sundaravej em discurso exibido pela TV e pouco após uma reunião com a cúpula militar no quartel-general do Exército.

Por sua parte, o chefe do Exército tailandês, general Anupong Paojinda, descartou um golpe de Estado para aplacar os protestos, nos quais, segundo várias versões da Polícia, há a participação de 10 mil a 30 mil pessoas.

Horas antes, cerca de cem partidários da aliança, alguns deles com tacos de golfe e facas na mão, invadiram os estúdios da rede de TV "NBT" e interromperam a programação normal para tentarem exibir a mensagem com a qual pretendiam exigir a renúncia do primeiro-ministro.

Os invasores, a maioria vestidos de roupas pretas, foram detidos por agentes da Polícia ainda no estúdio, após advertirem a gritos que a ação era "o começo do dia da revolução do povo".

Outros ativistas da aliança ocuparam de forma pacífica parte dos Ministérios das Finanças, da Agricultura e dos Transportes, e também os jardins da Direção Geral da Polícia, em pleno centro de Bangcoc.

No sul da capital tailandesa, cerca de mil manifestantes bloquearam a estrada que liga a cidade com o sul do país, e outro grupo fez o mesmo na estrada que conduz ao nordeste, o que piorou o habitual caos no trânsito.

As passeatas contra Sundaravej começaram em maio quando milhares de seguidores da aliança acamparam perto da sede do Governo e transformaram o local, situado próximo da representação regional da ONU, em uma espécie de festa folclórica.

O objetivo da Aliança do Povo para a Democracia é forçar a saída do Governo de Sundaravej, veterano político da extrema-direita e a quem associam a Shinawatra.

Sundaravej, que com seu plano de emendar a Constituição redigida durante o Governo militar indignou ainda mais seus detratores, anunciou na última semana que seu Governo não solicitará a extradição de Shinawatra, declarado fugitivo e exilado no Reino Unido desde meados de agosto.

Shinawatra, dono do clube inglês de futebol Manchester City e sobre quem pesam quatro acusações de corrupção, decidiu se exilar com sua família no Reino Unido após alegar que estava sendo perseguido por uma Justiça manipulada por membros do Governo militar. EFE grc/wr/fal

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