Atenas, 16 dez (EFE) - Um grupo de manifestantes interrompeu hoje um jornal da televisão estatal da Grécia ERT e pediu aos espectadores que saiam às ruas para protestar contra a Polícia, após a morte de um jovem há dez dias.

Durante a interrupção, que durou alguns minutos, os manifestantes mostraram um cartaz com o lema "Parem de ver TV e saiam todos às ruas" e pediram que sejam libertadas todas as pessoas detidas nos distúrbios que há dez dias acontecem no país.

Após essa ação, o diretor da ERT, Jristos Papagopulos, apresentou sua demissão, que foi rejeitada pelo Governo grego.

Os protestos pela morte de Alexis Grigoropulos, de 15 anos, se concentraram hoje no controvertido bairro ateniense de Exarha, onde morreu o jovem.

Lá, centenas de moradores se aproximaram do quartel da Polícia e pediram seu fechamento e que os culpados pela morte do jovem sejam punidos.

A Prefeitura do município de Ágios Dimitrios foi devolvida hoje às autoridades, após oito dias de ocupação por parte de estudantes.

Na cidade portuária de Salônica, no norte da Grécia, cerca de 500 estudantes protestaram contra a morte do jovem.

Pouco antes, 200 pessoas lançaram pedras nas proximidades de um tribunal de apelação de Salônica que tinha permitido que vários policiais, que há dois anos agrediram um jovem, saíssem da prisão pagando fiança.

Além disso, um grupo de radicais atacou esta manhã o quartel das brigadas antidistúrbios no distrito de Kasarianí, em Atenas.

Para amanhã, a federação de professores de ensino médio "Olme", os trabalhadores filiados ao Partido Comunista e os estudantes devem protestar no centro de Atenas.

Além disso, os estudantes se sentaram perante os tribunais em Atenas para protestar contra a detenção e acusação de cerca de 200 pessoas nos distúrbios dos últimos dias.

O primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, pediu hoje desculpas no Parlamento pelos escândalos que abalam seu Executivo e, embora tenha justificado a ira dos jovens, condenou os atos de vandalismo contra a propriedade pública e privada.

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