Manifestantes invadem local da cúpula da Asean

Pattaya (Tailândia) 10 abr (EFE).- Cerca de 300 opositores ao Governo tailandês romperam hoje o cordão de segurança montado em torno da sede da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para forçar seu cancelamento e a renúncia do primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva.

EFE |

Os manifestantes conseguiram chegar até as portas do hotel de luxo da cidade tailandesa de Pattaya, onde no fim de semana se reunirão os 10 chefes de Estado ou de Governo da Asean mais os de China, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Índia.

Após enfrentar os membros das forças de segurança que protegem a sede da cúpula, o grupo ameaçou invadir o hotel caso Vejjajiva não apresente sua renúncia.

A cúpula da Asean reunirá hoje os dez ministros de Exteriores da região e dos outros seis países, que abordarão assuntos de cooperação e segurança.

Durante o fim de semana, os chefes de Estado e Governo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e os responsáveis do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) abordarão as medidas estipuladas durante a última cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) e outras iniciativas para combater a crise econômica global.

Os líderes da região confirmaram presença na cúpula de Pattaya mesmo com a ameaça de novas manifestações dos seguidores do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 em um golpe de Estado militar.

Os líderes dos protestos organizados pela Frente Unida para a Democracia e Contra a Ditadura, a plataforma política de Shinawatra, asseguraram que tentarão paralisar a cúpula caso Vejjajiva não apresente sua renúncia.

Na quarta-feira passada, cerca de 100 mil seguidores da Frente se manifestaram em Bangcoc para forçar a renúncia do premiê e clamar pelo retorno de Shinawatra, no exílio e condenado à revelia a dois anos de prisão por abuso de poder.

Desde o golpe de Estado, a Tailândia atravessa uma profunda crise política e social.

No final do ano passado, os detratores de Shinawatra ocuparam por quatro meses a sede do Executivo e bloquearam por uma semana os dois aeroportos de Bangcoc. EFE grc/mh

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