Por Michelle Nichols PITTSBURGH, Estados Unidos (Reuters) - Mais de mil manifestantes se reuniram nesta sexta-feira numa marcha contra o capitalismo e contra a agenda da cúpula do Grupo dos 20, ao mesmo tempo em que comerciantes faziam a limpeza após uma noite de confrontos nas ruas de Pittsburgh.

Os manifestantes --que iam de ambientalistas, socialistas, palestinos e tibetanos a sindicalistas-- ouviam um cantor de música folk enquanto a polícia especial observava a multidão que se reunia.

Eles seguravam faixas onde se lia "Dizemos não à cobiça das corporações" e "G20 = Morte pelo Capitalismo."

Os protestos na cidade começaram na quinta-feira, quando os líderes de 19 importantes economias desenvolvidas e emergentes e da União Europeia iniciaram um encontro de dois dias para discutir formas de evitar outra crise econômica global.

A polícia informou ter feito 80 prisões até agora esta semana.

Os protestos --no geral contra algum aspecto do capitalismo-- têm sido uma marca das cúpulas desde as conversações sobre o comércio em Seattle, em 1999, quando manifestantes saquearam o centro da cidade, alvejando os pontos comerciais vistos como símbolos do poder das corporações norte-americanas.

Rachel Kutz-Flamenbaum, de 33 anos, participava da marcha de sexta-feira com a filha Rosemary, de 18 meses, presa às suas costas. "Precisamos ser capazes de mostrar que não temos medo de participar da democracia," afirmou ela. "A democracia morrerá se não a protegermos. Precisamos conduzir nosso poder de decisão global de forma democrática."

Na quinta-feira, os protestos começaram na hora do almoço e prosseguiram até depois da meia-noite. Começando com uma marcha de cerca de 2 mil pessoas, os protestos rapidamente se transformaram em correria e confronto com a polícia.

Os manifestantes quebraram vidraças e jogaram pedras e garrafas contra a polícia. Os policiais responderam com gás de pimenta, cassetetes e disparos não-letais contra os manifestantes para dispersar as marchas contra o capitalismo na cúpula do G20.

Na noite de quinta, centenas de manifestantes tomaram as ruas do campus da Universidade de Pittsburgh.

A polícia lançou gás e disparos não-letais e os manifestantes quebraram as janelas de várias lojas e bancos no bairro.

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