Manifestantes fazem greve em Tarija para protestar contra Morales

LA PAZ - A cidade de Tarija, sul da Bolívia, foi palco de uma greve convocada pela oposição, nesta quarta-feira, para denunciar a perseguição política do Governo de Evo Morales contra seus dirigentes cívicos. Para coincidir com o protesto, camponeses aliados a Morales chegaram hoje à mesma cidade e ocuparam a praça principal para exigir que a Prefeitura, nas mãos da oposição, atenda as suas reivindicações setoriais.

Redação com EFE |


O diretor do comitê cívico opositor de Tarija Freddy Castrillo expressou sua satisfação com o que ele qualificou de "resposta favorável por parte de toda a população", que, disse ele, uniu-se à greve por não ser "uma medida de pressão, mas de reflexão". O comitê cívico de Tarija, cidade de 200 mil habitantes situada a mais de 1.300 quilômetros ao sul de La Paz, convocou a greve geral na região em resposta "à ilegalidade e à perseguição política que o Governo exerce" contra a organização.

A greve rejeita a detenção do presidente do comitê cívico de Tarija, Reynaldo Bayard, que está preso desde segunda-feira em uma penitenciária de La Paz, acusado de participar de um atentado contra um gasoduto durante uma onda de protestos, em setembro.

"Achamos que todos os cidadãos tomaram consciência de que esta greve cívica não é para defender pessoas, é para defender a liberdade dos bolivianos e a legalidade", afirmou Castrillo.

Também em Tarija, grupos de camponeses marcharam sobre a Praça das Armas da cidade exigindo que seja transferida ao setor rural parte dos recursos públicos atualmente administrados pela Prefeitura opositora, conforme exibido pelos canais de televisão.

Castrillo qualificou de "fracassada" a passeata camponesa, a qual descreveu como um "acionar político que o Governo nacional quis exercer na capital do departamento, mas não teve resultado".

"Pretendiam organizar uma grande manifestação, mas conseguiram aglutinar pouco mais de 1.500 pessoas", acrescentou Castrillo. Os camponeses, no entanto, disseram à imprensa que mais de dez mil pessoas estiveram presentes na passeata.


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