Manifestantes exigem renúncia de primeiro-ministro tailandês

Bangcoc, 27 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, rejeitou hoje os pedidos para que renuncie feitos pelos milhares de manifestantes que cercam a sede do Governo tailandês pelo segundo dia consecutivo.

EFE |

Cerca de 30 mil membros da aliança denominada Frente Unida para a Democracia e Contra a Ditadura (UDD) continuaram com o cerco e o bloqueio de todos os acessos à sede do Governo tailandês.

Na quinta-feira, o grupo deixou a praça de Sanam Luang, na parte antiga de Bangcoc, até o palácio governamental, em cujo interior centenas de policiais e soldados estão a postos para impedir um eventual ataque.

Os manifestantes - chamados de "vermelhos" por causa da cor de suas roupas -, são favoráveis ao ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares em 2006 e no exílio desde agosto do ano passado após ter sido condenado a dois anos de prisão por corrupção.

O primeiro-ministro disse à imprensa que as forças de segurança não recorrerão à violência, mas alertou que deu ordens para impedir que os manifestantes invadam o palácio governamental.

"Tenho certeza que a maioria dos tailandeses não aprova o uso de métodos violentos", disse Vejjajiva.

Os líderes dos manifestantes asseguram que o protesto continuará enquanto Vejjajiva, a quem acusam de ter sido eleito primeiro-ministro com ajuda do Exército e do Poder Judiciário, continuar à frente do Governo.

O aparecimento de postos de pronto-socorro, distribuição de alimentos e água e distribuição de camisetas vermelhas dão sinais de que o protesto durará por mais alguns dias.

Além disso, foi montado um palco com grandes alto-falantes em torno da sede do Governo de onde os políticos opositores comandam os protestos.

Os líderes da UDD cancelaram o plano de concentrar milhares de manifestantes diante da residência do presidente do conselho privado do Rei, Prem Tinsulanonda, o qual trocou acusações com Shinawatra na imprensa tailandesa durante esta semana.

Shinawatra acusou Tinulasonda e o restante dos conselheiros privados do monarca de terem planejado o golpe de Estado que o afastou do poder.

Por sua parte, o presidente do conselho real negou que algum de seus membros tenha relação com o ocorrido e acusou o ex-primeiro-ministro de querer dividir ao país.

Desde o golpe de Estado, a sociedade tailandesa está dividida entre os simpatizantes de Shinawatra e seus detratores, que desde dezembro de 2008 ocupam o Governo, em parte, graças aos insistentes protestos que a Aliança do Povo para a Democracia realizou durante a segunda metade do ano passado. EFE grc/bba

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