Manifestantes enfrentam policiais perto de convenção republicana

Por Andy Sullivan ST. PAUL (Reuters) - Policiais de tropa de choque usaram spray de pimenta e bombas de gás contra alguns manifestantes violentos na segunda-feira, e pelo menos dez foram presos perto da arena onde o Partido Republicano abriu sua convenção presidencial.

Reuters |

Policiais a cavalo, em motocicletas e bicicletas perseguiram um grupo de manifestantes que arremessava pedras e garrafas. O grupo protestava junto a um outro grupo maior que participava de uma marcha pacífica com cerca de 10 mil pessoas.

O grupo menor quebrou janelas de carros de polícia e uma fachada de uma loja Macy's. Alguns jogaram garrafas nos policiais.

Um repórter da Reuters viu policiais algemando alguns dos manifestantes em um estacionamento não distante da convenção.

Os manifestantes haviam marchado a partir do capitólio estadual de Minnesota para o fortemente policiado Xcel Center, onde John McCain irá aceitar a nomeação presidencial republicana nesta semana. Eles cantaram slogans contra a guerra e carregaram cartazes criticando o presidente norte-americano, George W. Bush.

Autoridades de segurança pública estimaram que havia entre 8.000 e 10 mil pessoas, e reportaram sete prisões.

A marcha passou por pontos de ônibus que possuíam anúncios do Comitê Nacional Democrata que mostravam Bush e McCain se abraçando com a frase 'Isto parece mudança para você?'.

Diversos manifestantes carregavam cartazes com o dizer 'McSame=Bush' (McMesmo=Bush).

Os republicanos reduziram suas festividades da convenção no primeiro dia, lembrando que poderiam enfrentar uma revolta política se fossem vistos celebrando enquanto o furacão Gustav chegava à costa da Louisiana.

Organizadores da convenção abriram uma truncada sessão de negócios na segunda-feira e cancelaram um discurso planejado de Bush.

A ausência do presidente republicano, cuja aprovação nacional gira em torno de 30 por cento, não afastou os manifestantes. Carregando um cartaz que dizia 'Façam Bush responsável', Gary Frazee de Minneapolis disse que suspeitava que o presidente estava usando o furacão como uma desculpa para se ausentar.

'Por que ele apareceria? Não há amor por ele aqui', disse.

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