Manifestantes em Mumbai pedem até guerra ao Paquistão

MUMBAI - Uma semana após o massacre terrorista de Mumbai, dezenas de milhares de indianos tomaram as ruas nesta quarta-feira em torno do hotel Taj Mahal, epicentro dos ataques, cantando slogans e até pedindo guerra contra o Paquistão e a classe política indiana.

EFE |


"Queremos ação, não resignação", dizia um dos numerosos cartazes que levavam os manifestantes. Hindus, muçulmanos e até estrangeiros acenderam velas em memória dos 188 mortos nos ataques terroristas.

Embora alguns cartazes pedissem paz, com dizeres como "Unidade na diversidade", muitas conclamavam ataques ao Paquistão, como "Falemos a linguagem que entendem, a guerra" ou "Quando atacaremos Paquistão?". A multidão entoava freqüentes slogans contra a potência nuclear rival, como "Morte ao Paquistão".

"Queremos paz, não queremos política em nossa vida. Mas se o Paquistão quer lutar, que venha; lutemos um contra um, não pelas costas, nossa gente está lista para isso", disse à agência Efe um dos manifestantes, Ravindra Singh, morador de Mumbai.

AP
Muçulmanos da Índia pedem que Paquistão seja declarado Estado terrorista
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Muçulmanos, que participaram em bom número da manifestação, já mostraram repulsa aos ataques por meio do Conselho Islâmico da Índia, que se negou a enterrar os terroristas ou a rezar por eles.

"Estes terroristas mataram muitos inocentes e derramaram rios de sangue. Não podem ser muçulmanos nem seguidores do Islã", declarou o presidente do conselho, Ibrahim Tai, segundo a agência "Ians".

Outros pontos do país como Hyderabad, Chennai e Bangalore, Calcutá e a capital, Nova Délhi, também tiveram concentrações para lembrar as vítimas.

Segundo a "Ians", em Calcutá, capital cultural da Índia, os manifestantes queimaram uma bandeira paquistanesa na College Street, que reúne um enorme mercado de livros novos e antigos.

Embora desde o fim dos ataques Mumbai pareça ter recuperado a normalidade, as televisões se encheram de analistas e representantes da classe alta exigindo ação a seu Governo, em meio a uma troca de acusações e exigências com o Paquistão.

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